Trump repudia ataque de Israel a hospital em Gaza: “Pesadelo”

Presidente dos EUA, Donald Trump disse que não foi informado sobre a nova ofensiva de Israel a Gaza e pediu fim do “pesadelo”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou, nesta segunda-feira (25/8), seu descontentamento com o ataque israelense ao Hospital Nasser, na Faixa de Gaza, que deixou ao menos 20 mortos, incluindo cinco jornalistas. Questionado por repórteres na Casa Branca, Trump disse que não tinha conhecimento prévio da ofensiva.

“Eu não sabia disso. Bem, eu não estou feliz com isso. Não quero ver isso. Ao mesmo tempo, temos que acabar com esse… pesadelo”, afirmou.

Ataque ao hospital

Na manhã desta segunda-feira, o Hospital Nasser foi alvo de um ataque das Forças Armadas de Israel, deixando 20 mortos, entre eles 5 jornalistas.

Imagens registraram o momento em que as vítimas são atingidas por um dos mísseis disparados por forças israelenses.

Entre os mortos estão jornalistas da Reuters, Associated Press, Al Jazeera e de outros veículos. As vítimas foram identificadas como Hossam al-Masri (Reuters), Mohammed Salama (Al Jazeera), Mariam Abu Daqa (Independent Arabic e AP), Ahmad Abu Aziz (Quds Feed) e Moaz Abu Taha (NBC).

As Forças de Defesa de Israel reconheceram o ataque à área do hospital e informaram que o chefe do Estado-Maior ordenou uma investigação.

Em nota, disseram lamentar os danos causados a “indivíduos não envolvidos” e negaram ter jornalistas como alvo.

Confira o momento:

“Guerra aberta contra a mídia livre”

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos classificou a ação como “uma guerra aberta contra a mídia livre”. Segundo a entidade, mais de 240 jornalistas foram mortos em Gaza desde o início da guerra, em outubro de 2023.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que contabiliza 197 profissionais de imprensa mortos desde o início do conflito, pediu que a comunidade internacional responsabilize Israel pelos ataques.

O episódio ocorre semanas após a morte de outros jornalistas da Al Jazeera em Gaza, que o governo israelense justificou alegando ligações com o Hamas.

No início de agosto, o jornalista da Al Jazeera Anas al-Sharif, de 28 anos, morreu em Gaza durante ataque israelense direcionado a uma tenda que abrigava profissionais da imprensa.

Além dele, segundo o veículo de comunicação, quatro colegas, jornalistas da empresa, morreram após o ocorrido.

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