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Mundo

Trump: "Nenhum país pode defender a Groenlândia a não ser os EUA"

Trump descartou o uso da força militar para tomar a região pertencente à Dinamarca, mas disse querer "negociações imediatas"

Repórter de Mundo21/01/2026 11:55, atualizado 21/01/2026 12:29
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Reprodução/CNN
Trump em Davos - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta quarta-feira (21/1), que “nenhuma nação ou grupo de nações tem a capacidade de defender a Groenlândia” a não ser os EUA. A fala se deu durante discurso no Foro Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde reforçou a intenção de controlar o território dinamarquês. O líder norte-americano acrescentou que quer “negociações imediatas”.

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Trump discursa em Davos
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A ida do republicano ao encontro se dá em meio às tensões envolvendo o controle da Groenlândia, que é um território dinamarquês. Trump insiste em tomar controle do que chamou de “um pedaço de gelo frio e mal localizado”, inclusive comprá-lo, por motivos estratégicos. A sugestão é rejeitada pelos países europeus.

“Eu tenho um grande repeito pelo povo da Groenlândia e pelo povo da Dinamarca, mas todo integrante da OTAN tem a obrigação de ter a capacidade de defender seu território e a verdade é que nenhuma nação ou grupo de nações tem a capacidade de defender a Groenlândia além dos EUA”, disse.

Na última semana, Trump anunciou aumentar tarifas em 10% sobre importações de países que se recusarem a apoiar a reivindicação do seu governo e ameaçou aumentar a tributação em 25% em caso da “compra” da Groenlândia não tenha sido concluída até meados de 2026.

Ao mesmo tempo, Trump descartou tomar a Groenlândia à força, mas exigiu “negociações imediatas” para passar a controlar o local.

“Nunca pedimos por nada, e nunca conseguimos nada. Provavelmente, só conseguiremos algo exceto se eu escolha usar força excessiva, o que nos faria ser, francamente, invencíveis. Mas eu não farei isso, ok? As pessoas devem estar aliviadas com essa declaração. Eu não quero, nem vou usar a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, reforçou.

“Nós já o tínhamos, e o devolvemos de maneira respeitosa à Dinamarca não muito tempo atrás, após termos vencido os alemães, italianos e japoneses na Segunda Guerra Mundial. Eramos uma força militar grande naquela época, mas somos muito maiores agora”, ressaltou.