Trump mantém rejeição de 62% em meio à guerra e bate-boca com papa
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém a aprovação mais baixa desde reassumiu o cargo de presidente, revela pesquisa
atualizado
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A rejeição dos americanos ao presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, se mantém em 62%, em meio à guerra contra o Irã e embates com o papa Leão XIV, revela pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (21/4).
O levantamento mostra que 36% dos entrevistados aprovam o governo de Trump. Os dados repetem o cenário da pesquisa anterior, divulgada em março deste ano.
Antes do início da guerra, o presidente tinha aprovação de 40% e desaprovação de 58% dos eleitores.
O republicano registrou a maior aprovação, de 47%, em janeiro de 2025, mês em que assumiu o cargo de presidente para o segundo mandato (2025-2029).
A pesquisa revelou que a maioria dos americanos preocupa-se com o temperamento de Trump. Foi feita a seguinte pergunta aos entrevistados: Donald Trump é “temperamentalmente equilibrado” (even-tempered)? Veja os resultados:
- 26% consideraram que sim;
- 71% responderam que não;
- 4% se abstiveram.
Mesmo entre apoiadores do Partido Republicano, de Trump, 46% responderam que não consideram o presidente equilibrado. Outros 53% o consideraram equilibrado, e 1% não respondeu.
Lucidez mental
O levantamento também questionou se os americanos consideram que a lucidez mental de Donald Trump mudou. Entre os entrevistados, 51% responderam que a lucidez de Trump piorou, 40% consideraram que se manteve o mesmo, e 6% o consideraram mais lúcido.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 20 deste mês, e ouviu 4.557 adultos, de forma online. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
No final do mês passado, milhares de protestos contra a administração Trump ocorreram nos Estados Unidos. Na iniciativa “No Kings” (Sem Reis), a população criticava principalmente a guerra no Irã, operações do Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE) e relações de Trump com o empresário Jeffrey Epstein.
Segundo a organização do No Kings, foram cerca de 3,2 mil protestos em todo o país.
