Trump pede que Hezbollah “se comporte” durante cessar-fogo no Líbano
Donald Trump pressiona Hezbollah a respeitar cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel em meio a negociações regionais
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o Hezbollah “se comporte bem” durante o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, anunciado nesta quinta-feira (16/4).
A alfinetada do republicano ocorre em meio a tentativas de reduzir a escalada no Oriente Médio e abrir espaço para negociações mais amplas com o Irã.
“Espero que o Hezbollah se comporte bem e de forma correta durante este período importante. Será um grande momento para eles se o fizerem. Chega de mortes. Precisamos finalmente de paz!”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
A fala do presidente norte-americano reforça a pressão para que o grupo militar respeite a trégua, considerada peça-chave para evitar novos confrontos na região e viabilizar avanços diplomáticos.
Trégua sob condição
Antes do alerta do estadunidense, o Hezbollah indicou que pode aderir ao cessar-fogo, mas com ressalvas. Em entrevista à CNN Internacional, o integrante do braço político do grupo, Ibrahim Moussawi, afirmou que o cumprimento dependerá da conduta de Israel.
“Enquanto as forças de ocupação israelenses cessarem a agressão e não violarem o cessar-fogo, nós nos comprometemos com ele”, disse.
Na prática, a declaração evidencia a fragilidade do acordo: a manutenção da trégua depende de ações simultâneas e coordenadas entre atores que não respondem necessariamente aos mesmos centros de decisão.
O grupo também defende que a pausa nos combates deve abranger todo o território libanês e servir como ponto de partida para uma eventual retirada das tropas israelenses do sul do país — ponto que não está previsto nos termos iniciais do acordo.
Cessar-fogo
O cessar-fogo foi costurado em Washington com mediação do secretário de Estado, Marco Rubio, e envolveu conversas diretas entre autoridades israelenses e libanesas. Segundo Trump, o vice-presidente JD Vance e a equipe de segurança nacional foram mobilizados para viabilizar o entendimento.
Joseph Aoun, presidente libanês, classificou a trégua como um “ponto de partida natural” para negociações diretas com Israel — algo que não ocorre formalmente há décadas.








