Hezbollah condiciona cessar-fogo ao fim dos ataques israelenses
Integrante do braço político do Hezbollah diz que grupo cumprirá trégua caso Israel interrompa os ataques. “Nós nos comprometemos”, disse
atualizado
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O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, afirmou nesta quinta-feira (16/4) que deve respeitar o cessar-fogo previsto para entrar em vigor na noite desta quinta-feira, desde que Israel interrompa os ataques.
A declaração foi feita à CNN Internacional por Ibrahim Moussawi, um integrante do braço político do grupo militar.
“Enquanto as forças de ocupação israelenses cessarem a agressão e não violarem o cessar-fogo, nós nos comprometemos com ele”, disse Moussawi.
Segundo ele, a trégua precisa abranger todo o território libanês, limitar as ações israelenses e servir como ponto de partida para a retirada das tropas de Israel do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um cessar-fogo de 10 dias no Líbano começará ainda nesta quinta-feira. De acordo com Moussawi, o Irã já havia informado representantes do Hezbollah sobre a trégua antes mesmo do anúncio oficial.
Teerã condicionou qualquer avanço em um acordo mais amplo ao fim dos ataques israelenses no Líbano. A posição gerou reação do governo libanês, que acusou o Irã de violar sua soberania ao negociar “em seu nome”.
Apesar das tensões, o governo do Líbano — que já sinalizou a intenção de desarmar o Hezbollah — realizou na última terça-feira negociações de alto nível com autoridades israelenses. Ainda assim, insiste que um cessar-fogo é pré-requisito para qualquer avanço diplomático.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano
De acordo com Trump, o entendimento é resultado de negociações conduzidas em Washington na última terça-feira (14/4), com mediação do secretário de Estado, Marco Rubio, e participação de autoridades dos dois países.
O presidente afirmou ainda que instruiu o vice, JD Vance, e a equipe de segurança nacional a trabalharem por uma solução duradoura.
Aoun classificou o cessar-fogo como um “ponto de partida natural” para futuras negociações diretas entre Líbano e Israel — algo que não ocorre formalmente desde 1983. O líder libanês destacou a necessidade de interromper ataques contra civis e conter a destruição em regiões do sul do país.
Apesar disso, o grupo Hezbollah havia criticado o processo. O líder da organização, Naim Qassem, afirmou que as negociações são “inúteis” e defendeu que qualquer decisão deve ter consenso interno libanês.








