Trump: guerra contra o Irã valeria a pena mesmo com petróleo a US$ 200

Donald Trump afirma que conflito com o Irã pressionou o mercado global, mas defende ofensiva enquanto negociações com Teerã avançam

atualizado

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WASHINGTON, DC - FEBRUARY 20: U.S. President Donald Trump speaks during a press briefing held at the White House February 20, 2026 in Washington, DC. The U.S. Supreme Court today ruled against Trump’s use of emergency powers to implement international trade tariffs, a central portion of the administration’s core economic policy. (Photo by Aaron Schwartz/Getty Images)
1 de 1 WASHINGTON, DC - FEBRUARY 20: U.S. President Donald Trump speaks during a press briefing held at the White House February 20, 2026 in Washington, DC. The U.S. Supreme Court today ruled against Trump’s use of emergency powers to implement international trade tariffs, a central portion of the administration’s core economic policy. (Photo by Aaron Schwartz/Getty Images) - Foto: Aaron Schwartz/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (6/5), que a guerra contra o Irã “teria valido a pena” mesmo se os preços do petróleo tivessem disparado a ponto de chegar a US$ 200 ou US$ 250 por barril.

“O preço do petróleo poderia ter chegado a US$ 200, US$ 250, mas agora está em US$ 100. Acho que você está surpreso, e eu também. Mas mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena”, declarou.

A declaração do republicano ocorre em meio às negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio e após uma forte queda das cotações internacionais do petróleo.

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Na visão de Trump, os custos econômicos da escalada militar seriam justificáveis diante dos objetivos estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O chefe da Casa Branca voltou a associar, ainda, o conflito ao controle das rotas energéticas globais e à contenção do programa nuclear iraniano.

Ao comentar a situação, o presidente também revelou encontros recentes com executivos das gigantes petrolíferas norte-americanas Chevron e ExxonMobil. Segundo ele, as conversas envolveram principalmente a expansão das operações na Venezuela e os impactos da guerra sobre o setor energético.

Petróleo despenca com expectativa de acordo

Apesar da retórica adotada por Trump nas últimas semanas, os mercados reagiram positivamente aos rumores de uma aproximação diplomática entre Estados Unidos e Irã.

Com os avanços nas últimas 24 horas, as negociações podem resultar no encerramento da guerra. O possível acordo envolveria uma moratória do programa nuclear iraniano, além da suspensão gradual de sanções econômicas impostas pelos EUA.

Outro ponto central da negociação seria o desbloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, região vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Com a perspectiva de redução das tensões, os preços internacionais do petróleo despencaram nesta quarta-feira.

Pela manhã, o barril do tipo WTI, referência no mercado norte-americano, caía mais de 12% e era negociado abaixo de US$ 90. Já o Brent, referência internacional, recuava mais de 10%, ficando abaixo dos US$ 100.

A queda amplia o movimento iniciado nessa terça-feira (5/5), quando os contratos futuros do petróleo já haviam fechado em baixa após semanas de forte volatilidade provocada pela guerra. Na última semana, o barril chegou a ultrapassar US$ 126 — o maior nível em quatro anos.

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