Trump: guerra contra o Irã valeria a pena mesmo com petróleo a US$ 200
Donald Trump afirma que conflito com o Irã pressionou o mercado global, mas defende ofensiva enquanto negociações com Teerã avançam
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (6/5), que a guerra contra o Irã “teria valido a pena” mesmo se os preços do petróleo tivessem disparado a ponto de chegar a US$ 200 ou US$ 250 por barril.
“O preço do petróleo poderia ter chegado a US$ 200, US$ 250, mas agora está em US$ 100. Acho que você está surpreso, e eu também. Mas mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena”, declarou.
Na visão de Trump, os custos econômicos da escalada militar seriam justificáveis diante dos objetivos estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio.
O chefe da Casa Branca voltou a associar, ainda, o conflito ao controle das rotas energéticas globais e à contenção do programa nuclear iraniano.
Ao comentar a situação, o presidente também revelou encontros recentes com executivos das gigantes petrolíferas norte-americanas Chevron e ExxonMobil. Segundo ele, as conversas envolveram principalmente a expansão das operações na Venezuela e os impactos da guerra sobre o setor energético.
Petróleo despenca com expectativa de acordo
Apesar da retórica adotada por Trump nas últimas semanas, os mercados reagiram positivamente aos rumores de uma aproximação diplomática entre Estados Unidos e Irã.
Outro ponto central da negociação seria o desbloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, região vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.
Com a perspectiva de redução das tensões, os preços internacionais do petróleo despencaram nesta quarta-feira.
Pela manhã, o barril do tipo WTI, referência no mercado norte-americano, caía mais de 12% e era negociado abaixo de US$ 90. Já o Brent, referência internacional, recuava mais de 10%, ficando abaixo dos US$ 100.
A queda amplia o movimento iniciado nessa terça-feira (5/5), quando os contratos futuros do petróleo já haviam fechado em baixa após semanas de forte volatilidade provocada pela guerra. Na última semana, o barril chegou a ultrapassar US$ 126 — o maior nível em quatro anos.








