Trump faz críticas a Israel por ataque ao Hamas dentro do Catar

Israel atacou lideranças do Hamas na capital do Catar, Doha, enquanto um novo cessar-fogo era discutido

atualizado

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Kevin Dietsch/Getty Images
Imagem colorida de Donald Trump e Benjamin Netanyahu
1 de 1 Imagem colorida de Donald Trump e Benjamin Netanyahu - Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter avisado o governo do Catar sobre o ataque de Israel contra lideranças do Hamas, mas disse que a decisão de atacar foi tomada exclusivamente por Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense. A declaração do presidente dos Estados Unidos aconteceu nesta terça-feira (9/9).

O líder norte-americano sinalizou que os EUA sabiam previamente sobre a operação. Por isso, o enviado especial do país para o Oriente Médio, Steve Witkoff, foi instruído a informar o Catar sobre o ataque iminente de Israel, tendo em vista a boa relação com o país do Golfo.

Além disso, Trump disse que o bombardeio israelense em Doha não contribui para os “objetivos de Israel ou dos Estados Unidos”.

“Bombardear unilateralmente o Catar, uma nação soberana e aliada próxima dos Estados Unidos, que está trabalhando arduamente e corajosamente assumindo riscos conosco para negociar a paz, não promove os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos”, escreveu Trump na rede social Truth. “No entanto, eliminar o Hamas, que lucrou com a miséria dos que vivem em Gaza, é um objetivo nobre. Imediatamente ordenei ao Enviado Especial Steve Witkoff que informasse os catarianos sobre o ataque iminente, o que ele fez, porém, infelizmente, tarde demais para impedi-lo”.

Ataque em Doha

Um grupo de lideranças do Hamas foi alvo de um ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI), realizado nesta terça-feira (9/9) na capital do Catar, Doha.

O bombardeio aconteceu enquanto os membros do grupo palestino negociavam, com autoridades do Catar e Egito, uma nova proposta de cessar-fogo com Israel. A trégua foi apresentada por Trump no início de julho, mas não saiu do papel até o momento.

Os principais pontos de divergência, que têm barrado a possível paz, dizem respeito à retirada de tropas israelenses da Faixa de Gaza, a entrada de ajuda humanitária na região e um plano para o fim definitivo da guerra.

Apesar da operação, o Hamas afirmou que os líderes que compõem a ala política do grupo sobreviveram. 

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