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Casa Branca nega ter aprovado ataque de Israel contra Hamas no Catar

Representante da Casa Branca, Karoline Leavitt afirmou que bombardeio à sede do Hamas não atende aos interesses de Washington nem de Israel

atualizado

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Kevin Dietsch/Getty Images
Imagem colorida de Donald Trump e Benjamin Netanyahu
1 de 1 Imagem colorida de Donald Trump e Benjamin Netanyahu - Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

A Casa Branca negou qualquer responsabilidade dos Estados Unidos no ataque do Exército israelense à sede do escritório político do Hamas em Doha, capital do Catar, nesta terça-feira (9/9). Em coletiva, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a operação militar “não atende aos interesses” de Washington nem de Tel Aviv.

“Bombardear unilateralmente dentro do Catar, uma nação soberana e aliada, não promove os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos. No entanto, eliminar o Hamas, que lucrou com a miséria dos que vivem em Gaza, é um objetivo nobre”, disse.

Ela acrescentou que o presidente Donald Trump foi informado previamente da intenção israelense de atacar o grupo no Catar, mas negou que tenha dado aval à operação.

“Trump ordenou que (Steve) Witkoff informasse o Catar sobre o próximo ataque. O presidente não aprovou o local do ataque, e atacar o Hamas no Catar não atende aos nossos interesses. Trump não aprovou o ataque, que não atingiu os objetivos de Israel e dos EUA”.

Ataque à sede do Hamas

O Exército israelense confirmou ter realizado um bombardeio contra a sede do Hamas em Doha, classificando a ação como “precisa” e direcionada à liderança da organização, que é considerada terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.

Segundo o comunicado militar, os alvos “lideraram as atividades terroristas do Hamas por anos e são diretamente responsáveis pelo massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra Israel”. As forças disseram ainda que medidas foram tomadas para “minimizar danos a civis”, como o uso de munições guiadas e apoio de inteligência.

Imagens divulgadas por veículos de imprensa mostram uma coluna de fumaça se erguendo sobre a cidade e pessoas correndo das proximidades do local atingido.

Confira:

 

Fontes do Hamas informaram ao jornal Al Jazeera que os dirigentes estavam reunidos para discutir a proposta de cessar-fogo apresentada por Trump quando foram atingidos.

Reação do Catar

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, classificou o bombardeio como um “ataque criminoso” e uma “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”.

“Este ataque constitui uma séria ameaça à segurança dos catarianos e residentes no Catar”, afirmou Ansari em publicação no X (antigo Twitter). Segundo ele, autoridades locais já atuam para conter os danos e garantir a segurança da população.

O diplomata ressaltou ainda que o Catar “não tolerará este comportamento israelense imprudente e a contínua perturbação da segurança regional, nem qualquer ato que vise sua segurança e soberania”. O país anunciou a abertura de uma investigação.

O episódio ocorre em um momento sensível, já que o Catar desempenha papel central como mediador nas negociações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas, com participação direta dos Estados Unidos.

Líderes do Hamas sobrevivem ao ataque

O grupo palestino comunicou que as lideranças do Hamas sobreviveram ao bombardeio das Forças de Defesa de Israel (FDI) em Doha.

Entre os sobreviventes estão Khalil al-Hayya, um alto funcionário do Hamas que encabeça as discussões sobre um cessar-fogo na Faixa de Gaza. O grupo estava reunido em Doha justamente para discutir a proposta de trégua com Israel, apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar dos principais líderes terem sobrevivido ao bombardeio, o Hamas informou que seis membros do grupo, incluindo o filho de al-Hayya, e um oficial do Catar, foram mortos.

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