Trump ameaça Irã antes de reunião: “Única razão de estarem vivos é negociar”

Presidente dos EUA disse que Irã “só está vivo hoje para negociar“. Delegações se reúnem no sábado, sob cessar-fogo frágil e clima de tensão

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Presidente dos EUA Donald Trump assina ordens executivas no Salão Oval em Washington, DC. Trump toma posse para seu segundo mandato como 47º presidente dos Estados Unidos - Metrópoles
1 de 1 Presidente dos EUA Donald Trump assina ordens executivas no Salão Oval em Washington, DC. Trump toma posse para seu segundo mandato como 47º presidente dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou e elevou o tom contra o Irã nesta sexta-feira (10/4), às vésperas de negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio. Representantes dos dois países devem se reunir neste sábado (11/4), em Islamabad, no Paquistão, em meio a um cessar-fogo considerado frágil.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã não tem poder real de negociação e declarou que o país “só está vivo hoje para negociar”. Segundo ele, os iranianos usam rotas marítimas internacionais como forma de pressão de curto prazo.

“Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo, por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!”, declarou na rede social Truth Social.

Em entrevista ao jornal The New York Post, o republicano também fez ameaças e disse que o Exército dos EUA está “carregando os navios com as melhores munições” caso as conversas fracassem. “Se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, destacou.

Trump ainda disse que espera um desfecho “em cerca de 24 horas”

“Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas —ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (…) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, pontuou.

Irã impõe condição

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, condicionou o avanço das negociações ao cumprimento de compromissos pelos EUA. Entre as exigências, estão a inclusão do Líbano no cessar-fogo e o fim dos ataques israelenses no país.

Segundo a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, as conversas podem não ocorrer caso Israel mantenha suas ofensivas no território libanês.

Mais cedo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, adotou tom mais moderado. Ele disse esperar um resultado positivo e afirmou que Washington está disposto a negociar “de boa-fé”, mas alertou que não aceitará tentativas de engano por parte do Irã.

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