Trump ameaça Irã por “pedágio” em Ormuz: “É melhor que parem agora”
Trump reagiu a relatos de taxas para passagem no Estreito de Ormuz e cobrou cumprimento do acordo de cessar-fogo
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta, na noite desta quinta-feira (9/4), ao Irã após relatos de que o país estaria cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz.
“Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz — É melhor que não estejam fazendo isso e, se estiverem, é melhor que parem agora!”, escreveu em publicação na Truth Social.
Trump também criticou a atuação iraniana na região, sugerindo que Teerã não está respeitando sua parte no acordo de cessar-fogo: “O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!”
Segundo os Estados Unidos, o acordo de trégua firmado na terça-feira (7/4) previa a reabertura da via marítima. A passagem é estratégica para o transporte global de petróleo.
Nessa quarta-feira (8/4), no entanto, o Irã voltou a anunciar o bloqueio do Estreito de Ormuz após acusar Israel de violar o cessar-fogo com ataques no Líbano. Desde então, o fluxo de embarcações caiu de forma significativa. Antes da guerra, cerca de 130 navios cruzavam a região diariamente. Nas últimas 24 horas, apenas nove travessias foram registradas, segundo o site Hormuz Strait Monitor.

Estreito aberto, mas com restrições
Nesta quinta, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o estreito está aberto, mas com restrições. Ele alertou para o risco de minas navais e disse que a Guarda Revolucionária coordena o tráfego no local.
No mesmo dia, o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, declarou que o Irã pretende levar a gestão do Estreito de Ormuz a uma “nova fase”, em meio à escalada de tensões.
“Exigiremos indenização por cada um dos danos causados, assim como o preço do sangue dos mártires e as compensações pelos feridos desta guerra. Levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a uma nova fase. Não buscamos a guerra e nunca buscamos, mas de forma alguma abriremos mão de nossos direitos legítimos”, afirmou.
