Trump e Xi Jinping trocam afagos em reunião na China
Líderes mundiais se reúnem na China em meio a tensões sobre Taiwan em visita que vai até sexta-feira (15/5)
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, trocaram afagos durante a reunião bilateral nesta quinta-feira (14/5), no horário local. Trump chamou o líder chinês de “amigo” e disse que os dois têm uma “fantástica relação”. O norte-americano também acrescentou que, após o encontro, os dois países vão melhorar ainda mais ela.
“É uma honra ser seu amigo, e a relação entre a China e os EUA será melhor do que nunca”, destacou. Trump ainda revelou que os dois costumam se telefonar e resolver “rapidamente” quando há algum problema.
“Nós nos demos bem, e, quando surgiram dificuldades, nós as resolvemos. Eu ligava para você e você ligava para mim”, disse. “As pessoas não sabem, mas sempre que tivemos um problema, nós o resolvemos muito rapidamente.”
Xi Jinping, por sua vez, ressaltou que os dois países devem ser “parceiros, não rivais” e que devem se ajudar.
“Devemos ser parceiros, não rivais; devemos ajudar-nos mutuamente a ter sucesso e prosperar e encontrar a melhor forma para que os principais países convivam harmoniosamente nesta nova era”, afirmou.
Ele ainda disse acreditar que a China e os Estados Unidos “têm mais interesses em comum do que diferenças”. “O sucesso em um é uma oportunidade para o outro, e uma relação bilateral estável é boa para o mundo”, destacou.
O líder chinês preparou uma recepção para Trump que envolveu um desfile da guarda de honra, música cerimonial e um grupo de crianças aplaudindo e acenando com flores.
The Star-Spangled Banner plays as President Donald J. Trump is greeted by President Xi at the Great Hall of the People in Beijing, China. 🇺🇸🇨🇳 pic.twitter.com/ANPzR3WQmi
— The White House (@WhiteHouse) May 14, 2026
Trump na China
Esta é a primeira visita oficial de Trump à China neste mandato. Em 2017, o norte-americano também visitou o país. O último encontro entre os líderes das duas potências foi na Coreia do Sul, em outubro de 2025.
Na pauta da viagem devem estar assuntos como tarifas, minerais críticos, a guerra no Irã, questão de Taiwan e inteligência artificial. No ano passado, as duas potências mundiais protagonizaram uma guerra tarifária que chegou a atingir taxas de mais de 100%.
A resposta chinesa foi na diminuição das exportações de terras raras para os norte-americanos. Esses minerais são essenciais para componentes de alta tecnologia, como carros elétricos e smartphones. Os dois anunciaram uma trégua em outubro. A expectativa é que o acordo seja renovado nesse novo encontro.
O ponto mais crítico da conversa deve ser sobre Taiwan. Trump disse que discutirá com o líder chinês a venda de armas para a ilha, tópico que desagrada o governo do país.










