Trump diz que FBI frustrou atentado com drones em UFC na Casa Branca
De acordo com o FBI, o plano seria um ataques com drones explosivos contra áreas próximas à Casa Branca durante o evento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16/6) que o FBI impediu um suposto atentado planejado contra o evento “UFC Freedom 250”, realizado na Casa Branca no último fim de semana.
Trump compartilhou em sua rede social, a Truth Social, uma reportagem que reproduzia informações divulgadas pela emissora Fox News sobre a investigação. Segundo a rede americana, o plano previa o uso de drones equipados com explosivos para atingir estruturas próximas ao local do evento e provocar uma evacuação em massa.
De acordo com a Fox News, a movimentação da multidão serviria para direcionar as pessoas a áreas onde atiradores estariam posicionados para realizar ataques.
O “UFC Freedom 250” ocorreu entre domingo e segunda-feira (15/6), nos jardins da Casa Branca, como parte das comemorações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos e também do aniversário de Donald Trump.
Segundo informações repassadas à emissora por fontes ligadas à investigação, 23 pessoas são suspeitas de integrar a suposta rede responsável pelo planejamento do ataque. Cinco delas já foram presas em operações realizadas nos estados de Ohio, Missouri e Nebraska.
O FBI informou que contou com o apoio do Serviço Secreto durante a apuração do caso.
“Nos dias que antecederam este fim de semana, nossos agentes especiais, equipes de apoio e de segurança técnica trabalharam dia e noite para identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, afirmou o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, em declaração reproduzida pela Fox News.
Prisões
Entre os presos está Tycen Proper, de 19 anos. Segundo documentos judiciais citados pela emissora, o jovem teria gasto cerca de US$ 3 mil, aproximadamente R$ 15,3 mil, para adquirir armas, munições, carregadores e outros equipamentos que, segundo os investigadores, poderiam ser utilizados no atentado.
As apreensões realizadas pelas autoridades incluíram um fuzil do tipo AR, uma arma pintada com as cores da bandeira dos Estados Unidos e milhares de cartuchos de munição.
Pais
De acordo com a investigação, os próprios pais de Proper procuraram as autoridades após perceberem mudanças no comportamento do filho. Eles relataram ao FBI que o jovem havia deixado o emprego para participar de encontros com pessoas conhecidas pela internet, que estariam envolvidas em atividades descritas como “missões” e ações de reconhecimento.
Os investigadores também identificaram conversas no aplicativo Signal que, segundo a Fox News, tratavam de preparativos para atacar o evento realizado na Casa Branca. Uma análise inicial do celular de um dos suspeitos encontrou pelo menos 23 usuários discutindo atividades relacionadas ao plano.
Segundo o FBI, as evidências reunidas indicam que discursos extremistas compartilhados online teriam evoluído para um planejamento operacional. Embora os investigadores não tivessem certeza de que todas as etapas seriam executadas com sucesso, a avaliação da agência era de que a ação tinha potencial para provocar múltiplas mortes caso fosse colocada em prática.












