Trump diz que China concordou em não enviar armas ao Irã
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump também afirmou nesta quarta que está abrindo “permanentemente” o Estreito de Ormuz
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15/4) que a China concordou em não enviar armamento ao Irã. O líder norte-americano ainda afirmou que está “abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz“, e que o país asiático está “muito feliz” com a medida.
“A China está muito feliz por eu estar abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também, e pelo mundo. Essa situação nunca irá ocorrer de novo. Eles concordaram em não enviar armamentos ao Irã”, escreveu Trump na rede social.
Trump afirmou na publicação que os EUA e a China estão trabalhando muito bem juntos. “Isso não é melhor que lutar?”, escreveu o presidente norte-americano.
Ele acrescentou que dará um “grande abraço” no presidente da China, Xi Jinping, quando for visitar Pequim “em algumas semanas”.
Porém, ao fim da publicação, escreveu em tom de ameaça: “Mas lembrem-se: somos muito bons em lutar, se preciso. Muito melhores que qualquer outro”.
Nessa terça, por meio do Ministério das Relações Exteriores, a China havia negado que tenha enviado armamentos de defesa antiaérea ao Irã.
“A China tem adotado consistentemente uma abordagem prudente e responsável em relação à exportação de produtos militares e exerce um controle rigoroso de acordo com suas leis e regulamentos internos de controle de exportação, bem como com suas obrigações internacionais”, destacou o porta-voz da pasta, Guo Jiakun.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, rota marítima por onde 20% do petróleo mundial é transportado, é um dos principais assuntos da guerra no Oriente Médio e um instrumento de pressão do Irã no conflito.

Fechado pela Guarda Revolucionária Islâmica desde 28 de fevereiro, começo da guerra, o bloqueio do canal causou alta no preço do petróleo internacional.
No início desta semana, o Exército dos Estados Unidos iniciou um bloqueio marítimo em águas próximas ao Estreito, ameaçando interceptar qualquer embarcação que tenha destino ou origem em portos iranianos, tanto no Golfo do Omã quanto no Mar Arábico.
Pelo lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quarta-feira que o Irã, com ajuda dos países da região, pode garantir a segurança e a navegação do Estreito de Ormuz, “desde que terminem as intervenções e a guerra imposta pelos Estados Unidos na região”.
“A única razão pela qual a segurança e a navegação nessa hidrovia enfrentaram problemas foi a guerra imposta pelos Estados Unidos e por Israel”, disse Baghaei em comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Fars.
