Trump cita Brasil com grande problema na pandemia: “Não testa como nós”

Presidente dos EUA voltou a criticar a China por sua suposta responsabilidade na emergência global de saúde

atualizado 13/07/2020 22:57

Presidente dos EUA Donald TrumpChip Somodevilla/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a estratégia de seu governo para enfrentar a pandemia da Covid-19. Segundo ele, os EUA lideram no número de casos da doença porque testam muito. “O Brasil está enfrentando um grande problema, mas não testa como nós”, comparou, nesta segunda-feira (13/7).

Além disso, Trump voltou a criticar a China por sua suposta responsabilidade na emergência global de saúde, mas disse que a fase 1 do acordo comercial bilateral “está intacta” e que os chineses continuam a comprar produtos americanos.

O presidente americano deu as declarações a repórteres durante evento sobre as forças de segurança, no qual defendeu o trabalho da polícia e acusou a oposição democrata de ser fraca nessa área.

Sobre a emergência de saúde, Trump mostrou otimismo quanto à possibilidade de que em breve existam vacinas e medicamentos disponíveis contra a Covid-19 e voltou a insistir na necessidade de reabrir as escolas.

Ele também voltou a exibir otimismo sobre a recuperação econômica, lembrando que houve recordes históricos recentes do índice acionário Nasdaq.

Além disso, aproveitou para criticar seu rival na disputa eleitoral neste ano, o ex-vice-presidente Joe Biden. “Se Biden vencer eleição, nossa economia será destruída”, criticou.

Ótima relação

Trump foi ainda questionado sobre Anthony Fauci, diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Relatos da imprensa americana nos últimos dias têm afirmado que a relação entre os dois é distante e que há pouco contato entre ambos, mesmo diante da gravidade da pandemia nos EUA.

O presidente disse que tem “uma ótima relação” com o médico. “Me dou bem com Fauci, gosto dele, pessoalmente”, garantiu.

Trump também falou sobre as pesquisas eleitorais, acusando-as de informarem erradamente sobre a disputa eleitoral à presidência. Ele duvidou de sondagens que o mostram atrás de Biden no Texas, dizendo que ele “salvou” a indústria de energia local alguns meses atrás, por isso seu apoio na região deve ser bem maior do que o mostrado nesses levantamentos.

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