Trump chama premier italiana de “linda” durante cúpula: “Vou arriscar”

Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, é de partido de extrema direita com raízes no neofascismo. Cena ocorreu durante cúpula de paz

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Foto colorida de Donald Trump, presidente dos EUA, e Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Donald Trump, presidente dos EUA, e Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália - Metrópoles - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

Durante a cúpula de paz, realizada nesta segunda-feira (13/10), em Sharm el-Sheikh, no Egito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um momento inusitado ao elogiar publicamente a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

“Na América, se você disser a uma mulher que ela é bonita, sua carreira política acabou, mas eu vou arriscar”, afirmou Trump durante discurso, logo após assinar um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. Em seguida, ele virou-se para Meloni e completou: “Você não se importa se eu disser que é linda, certo? Porque você é”.

Assista ao momento:

A premiê italiana reagiu com um sorriso discreto.

Giorgia Meloni é a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra da Itália e está no poder desde outubro de 2022. Líder do partido Irmãos da Itália (Fratelli d’Italia) — uma legenda de extrema direita com raízes no neofascismo —, Meloni se consolidou como uma das figuras políticas mais influentes da Europa ao adotar uma agenda nacionalista, conservadora e anti-imigração.

A cena ocorreu durante a cerimônia de assinatura do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediado por Trump e por líderes de Egito, Catar e Turquia.

O encontro reuniu chefes de Estado e de governo de diversos países, incluindo Emmanuel Macron, da França, Keir Starmer, do Reino Unido e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi convidado, mas recusou-se a participar, alegando conflito de agenda com um feriado judaico.

O que vem agora?

Segundo o plano de paz apresentado pela Casa Branca, as tropas israelenses deverão recuar gradualmente, reduzindo a ocupação de 75% para 53% do território de Gaza. A proposta prevê, ainda, novas fases de negociação, incluindo uma possível transição de governo local — ainda sem detalhes divulgados.

O Hamas, por sua vez, afirmou que não aceitará tutela estrangeira na administração da Faixa de Gaza e não confirmou se entregará suas armas, pontos que seguem indefinidos nas tratativas.

A cúpula de Sharm el-Sheikh marcou o início simbólico do processo de reconstrução de Gaza e o primeiro grande ato internacional de Trump após o anúncio oficial da trégua.

Apesar do início da primeira fase do acordo de paz na Faixa de Gaza, o Hamas devolveu apenas quatro dos 28 corpos de reféns mantidos no enclave palestino, até o momento. A entrega aconteceu nesta segunda-feira (13/10). Outros 20 reféns, ainda vivos, foram libertados. Em troca, quase 2 mil palestinos presos por Israel também ganharam liberdade.

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