Trump assina decreto para blindar receitas do petróleo da Venezuela
Medida do presidente Trump impede tribunais de confiscar receitas do petróleo da Venezuela. Informação foi divulgada pela Casa Branca
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impede tribunais ou credores de confiscar receitas do petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro norte-americano. A informação foi divulgada pela Casa Branca neste sábado (10/1).
Segundo o governo dos EUA, os valores são considerados propriedade soberana da Venezuela e permanecem sob custódia norte-americana para fins governamentais e diplomáticos. Por isso, não podem ser alvo de ações judiciais ou reivindicações privadas.
Venezuela anuncia retomada de laços diplomáticos com os EUA
- O novo governo da Venezuela retomou as relações diplomáticas com os Estados Unidos e anunciou uma visita de diplomatas norte-americanos ao país. A mudança na política externa venezuelana foi anunciada nesta sexta-feira (9/1), em comunicado divulgado pelo chanceler Yván Gil Pinto.
- Apesar do novo aceno positivo à administração de Donald Trump, o governo interino de Delcy Rodríguez justificou a decisão como uma forma de “lidar” com a captura de Maduro e da primeira-dama do país, Cilia Flores.
- Sem tornar datas públicas, o governo venezuelano informou que uma delegação de diplomatas dos EUA está chegando à Venezuela para as primeiras discussões.
- Além disso, Trump disse que vê o governo da presidente interina da Venezuela como uma força aliada. Em coletiva de imprensa, o mandatário norte-americano detalhou que observa a Venezuela como um atual e futuro aliado dos EUA.
Medida visa paz e estabilidade na Venezuela, comunicou a Casa Branca
A medida determina ainda que o dinheiro seja utilizado para promover “paz, prosperidade e estabilidade” no território venezuelano, de acordo com a Casa Branca.
A ordem foi assinada na sexta-feira (9/1), menos de uma semana após os EUA capturarem Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, em uma operação que aumentou a tensão diplomática entre diferentes continentes.
O decreto não cita empresas específicas, mas o governo americano afirma que a proteção às receitas do petróleo evita que disputas judiciais prejudiquem os esforços dos EUA para estabilizar a economia e o cenário político da Venezuela.
Como base legal, Trump citou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, e a Lei de Emergências Nacionais, de 1976.
A decisão ocorre em meio a um acordo entre os EUA e líderes interinos venezuelanos que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo bruto aos Estados Unidos. Parte das refinarias americanas é adaptada para processar esse tipo de óleo.
No mesmo dia em que assinou a ordem, Trump se reuniu em Washington com executivos de grandes petroleiras, como Exxon, Conoco e Chevron. O encontro faz parte de uma iniciativa do governo americano para incentivar investimentos de até US$ 100 bilhões na indústria petrolífera da Venezuela.










