Tropas europeias na Groenlândia não influenciam Trump, diz Casa Branca
Envio de militares europeus à ilha, a pedido da Dinamarca, não muda intenção de Donald Trump de controlar o território estratégico no Ártico
atualizado
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A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o envio de tropas europeias à Groenlândia não altera o desejo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adquirir o território. A declaração ocorre em meio ao aumento da presença militar de países da Otan na ilha, considerada estratégica no contexto da disputa geopolítica no Ártico.
Apesar da movimentação europeia, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a posição de Trump permanece inalterada.
“Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia”, declarou.
Envio de tropas
- Alemanha, França, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca.
- Segundo autoridades europeias, os soldados participarão de exercícios militares e de ações preparatórias para uma presença ampliada da Otan na região, em resposta ao crescente interesse da potência pelo Ártico.
- Trump voltou a defender publicamente que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos e não descartou o uso da força para assumir o controle do território autônomo dinamarquês.
- As declarações provocaram reações imediatas na Europa, especialmente na Dinamarca e no governo local da ilha, que rejeitam qualquer possibilidade de anexação.
Após o encontro, um representante dinamarquês afirmou que permanece um “desacordo fundamental” com o republicano sobre o futuro da ilha.
Ainda assim, os dois lados concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir preocupações de segurança dos Estados Unidos no Ártico.
Rússia à espreita
A escalada militar também gerou reação da Rússia. Nesta quinta, Moscou afirmou estar seriamente preocupada com o envio de forças da Otan à região do Ártico para defender a Groenlândia.
O governo russo acusou a aliança de promover uma mobilização “militar acelerada”, visando conter a Rússia e avançar uma agenda considerada antirrussa e antichinesa.
Autoridades europeias argumentam que a presença militar na Groenlândia tem dois objetivos principais: reforçar a soberania da ilha e responder às críticas dos Estados Unidos sobre a segurança no Ártico.
Países da União Europeia também alertaram que uma eventual ação militar americana contra um território ligado à Otan colocaria em risco o futuro da própria aliança.








