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Tropas europeias na Groenlândia não influenciam Trump, diz Casa Branca

Envio de militares europeus à ilha, a pedido da Dinamarca, não muda intenção de Donald Trump de controlar o território estratégico no Ártico

Repórter de Mundo15/01/2026 17:25, atualizado 15/01/2026 18:13
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Chip Somodevilla/Getty Images
Trump com curativo na mão

A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o envio de tropas europeias à Groenlândia não altera o desejo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adquirir o território. A declaração ocorre em meio ao aumento da presença militar de países da Otan na ilha, considerada estratégica no contexto da disputa geopolítica no Ártico.

Apesar da movimentação europeia, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a posição de Trump permanece inalterada.

“Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia”, declarou.

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Donald Trump faz pronunciamento
Trump "observa" mapa da Groenlândia
Desgelo do Polo Norte está em um ritmo maior do que era esperado
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca
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Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca

Celal Gunes/Anadolu via Getty Images
Donald Trump faz pronunciamento
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Donald Trump faz pronunciamento

Doug Mills - Pool/Getty Images
Trump "observa" mapa da Groenlândia
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Trump "observa" mapa da Groenlândia

Desgelo do Polo Norte está em um ritmo maior do que era esperado
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Desgelo do Polo Norte está em um ritmo maior do que era esperado

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Envio de tropas

  • Alemanha, França, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca.
  • Segundo autoridades europeias, os soldados participarão de exercícios militares e de ações preparatórias para uma presença ampliada da Otan na região, em resposta ao crescente interesse da potência pelo Ártico.
  • Trump voltou a defender publicamente que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos e não descartou o uso da força para assumir o controle do território autônomo dinamarquês.
  • As declarações provocaram reações imediatas na Europa, especialmente na Dinamarca e no governo local da ilha, que rejeitam qualquer possibilidade de anexação.

Na quarta-feira (14/1), autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

Após o encontro, um representante dinamarquês afirmou que permanece um “desacordo fundamental” com o republicano sobre o futuro da ilha.

Ainda assim, os dois lados concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir preocupações de segurança dos Estados Unidos no Ártico.

Rússia à espreita

A escalada militar também gerou reação da Rússia. Nesta quinta, Moscou afirmou estar seriamente preocupada com o envio de forças da Otan à região do Ártico para defender a Groenlândia.

O governo russo acusou a aliança de promover uma mobilização “militar acelerada”, visando conter a Rússia e avançar uma agenda considerada antirrussa e antichinesa.

“A situação que está se desenrolando nas altas latitudes é motivo de séria preocupação para nós”, disse a embaixada russa na Bélgica, onde fica a sede da Otan.

Autoridades europeias argumentam que a presença militar na Groenlândia tem dois objetivos principais: reforçar a soberania da ilha e responder às críticas dos Estados Unidos sobre a segurança no Ártico.

Países da União Europeia também alertaram que uma eventual ação militar americana contra um território ligado à Otan colocaria em risco o futuro da própria aliança.