Transparência Internacional: veja países considerados menos corruptos
Entre 182 países e territórios avaliados, Brasil ficou na 107ª posição, bem abaixo da média mundial
atualizado
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O Brasil repetiu em 2025 a pior posição da série histórica em ranking de corrupção da ONG Transparência Internacional, divulgado nesta terça-feira (10/2).
Na edição deste ano, o Brasil continua na 107ª posição. Em contrapartida, o país com a melhor avaliação foi a Dinamarca, que conseguiu 89 pontos, numa escala que vai de 0 a 100.
Quanto menor for a pontuação, pior é a percepção de corrupção. No caso do Brasil, o país também teve a segunda pior nota da história na avaliação da ONG, com 35 pontos, bem abaixo da média mundial, que é 42.
O índice, que é o principal indicador da corrupção no mundo, avaliou 182 países e territórios.
Dinamarca tem melhor posição, Somália e Sudão, as piores
Conseguiram os melhores resultados no ranking, em 2025, a Dinamarca, com 89 pontos, a Finlândia, com 88, e Singapura, com 84. Veja as dez primeiras posições:
- Dinamarca – 89
- Finlândia – 88
- Singapura – 84
- Nova Zelândia – 81
- Noruega – 81
- Suécia – 80
- Suíça – 80
- Luxemburgo – 78
- Holanda – 78
- Alemanha – 77
Já as piores posições ficaram com Sudão do Sul e Somália, cada um com nove pontos. Confira:
- Coreia do Norte – 15
- Síria – 15
- Nicarágua – 14
- Sudão – 14
- Eritreia – 13
- Líbia – 13
- Iêmen – 13
- Venezuela – 10
- Somália – 9
- Sudão do Sul – 9
Para chegar ao resultado, são avaliados até 13 indicadores independentes que medem a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre comportamentos corruptos no serviço público e mecanismos de prevenção da corrupção.
Publicado desde 1995, a melhor posição que o Brasil já ocupou no ranking foi em 2012 e 2014, quando o país alcançou 44 pontos. Desde 2015, o Brasil esteve estagnado abaixo da média global dos países. No ano passado, o Brasil ficou com 34 pontos.
Retrospectiva 2025
Nesta terça, a Transparência Internacional Brasil também lançou uma retrospectiva com uma análise dos principais avanços e retrocessos do país no enfrentamento da corrupção.
O relatório destaca o agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro e do aliciamento de autoridades públicas.
Como exemplo, o documento cita a Operação Sem Desconto, que revelou o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo descontos ilegais em aposentadorias e pensões, e a Operação Carbono Oculto, citada como a maior ação contra o crime organizado da história recente.
Por fim, a ONG enxerga oportunidades de melhorar o combate à corrupção no país:
- A mobilização social que barrou a chamada PEC da Blindagem, demonstrando capacidade de reação da sociedade, com possível superação da polarização;
- A rara e breve coincidência de juízas e juízes de reputação sólida e perfil reformista no comando dos cinco tribunais superiores.
