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Mundo

Tennessee suspende execuções após mulher sobreviver à pena de morte

Christa Pike tem 50 anos e sobreviveu à aplicação de duas injeções letais. O estado de saúde atual não foi divulgado

01/10/2026 14:46, atualizado 01/10/2026 15:11
TDOC/Reprodução
Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUA

O governador de Tennessee, nos Estados Unidos, Bill Lee, suspendeu as execuções de pena de morte no estado depois que uma mulher sobreviveu a duas injeções letais nessa quinta-feira (1º/10). Christa Pike tem 50 anos e foi condenada à pena de morte pelo assassinato de uma colega de classe, aos 18 anos. A pena de morte é legal em 27 dos 50 estados norte-americanos.

Lee também pediu uma investigação para identificar o que causou a falha na execução. “Este é um processo que já foi utilizado mais de 100 vezes neste país sem este resultado. Precisamos saber por que o resultado é diferente”, justificou o governador.

Esta foi a segunda vez que uma execução falhou no estado do Tennessee neste ano. Em maio, a de Tony Carruthers também foi malsucedida, quando as autoridades que realizariam a execução não conseguiram instalar um acesso intravenoso. O caso também rendeu investigação.

Com a suspensão, outra execução marcada para dezembro foi cancelada. O estado norte-americano agora pretende revisar a forma como executa prisioneiros.

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Mulher sobreviveu a duas injeções letais

Christa Pike foi condenada à pena capital pela tortura e morte de Colleen Slemmer, uma colega de classe. O crime foi cometido quando Pike tinha 18 anos. Ela passou 30 anos no corredor da morte, aguardando a execução da pena. Ela seria a primeira mulher a ser executada no Tennessee em 200 anos.

Em nota à imprensa, o Departamento de Correções do estado divulgou comunicado informando que a execução de Pike ocorreria nessa quarta-feira (30/9). Ela foi submetida à injeção de pentobarbital, droga utilizada para induzir a inconsciência, a paralisia respiratória e, por fim, a morte.

Jornalistas que acompanhavam a execução, contudo, relataram que, após a aplicação da primeira dose, ainda era possível ouvir a mulher roncando e respirando. Cerca de 20 minutos depois, funcionários fecharam a cortina da sala onde Pike estava, mas ainda era possível ouvi-la.

Após cerca de 40 minutos, por volta das 20h55, a imprensa foi convidada a se retirar do local. A mulher foi encaminhada a um hospital e, até a última atualização, o estado de Tennessee não havia informado o quadro clínico da condenada.