Televisão estatal do Irã é hackeada em apoio a manifestantes
Televisão estatal iraniana foi hackeada no domingo, e passou a exibir mensagens de apoio às manifestações que tomaram conta do país
atualizado
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Alguns canais da televisão estatal do Irã foram hackeados, e passaram a transmitir mensagens de apoio aos manifestantes que tomaram conta das ruas do país desde o fim de 2025, assim como ao governo dos Estados Unidos e o príncipe herdeiro Ciro Reza Pahlavi. O caso aconteceu no domingo (18/1).
#BREAKING Several Iranian state TV channels carried on the Badr satellite were hacked on Sunday, broadcasting footage of protests along with calls by Iran’s exiled Crown Prince Reza Pahlavi for people to join demonstrations and for military forces to side with protesters.
Iran’s… pic.twitter.com/zpQLC6krd2
— Iran International English (@IranIntl_En) January 18, 2026
Mesmo com o bloqueio de internet no país, imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a programação de algumas emissoras é interrompida. Em algumas das imagens transmitida por hackers, ainda não identificados, é possível ver trechos de vídeos filho do Xá Mohammad Reza Pahlavi incitando os protestos.
A recente onda de protestos no Irã começou em 28 de dezembro, com atos na capital Teerã. As manifestações rapidamente se espalharam por outras regiões do país. As principais reivindicações dizem respeito a crise econômica iraniana.
Na visão do governo do aiatolá Ali Khamenei, porém, as agitações têm como objetivo desestabilizar o país. Autoridades iranianas ainda acusam os Estados Unidos de estarem por trás do financiamento de manifestantes. As acusações surgiram após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar interferir no Irã caso manifestantes fossem mortos — posição da qual recuou posteriormente.
Segundo a organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA), 3.919 pessoas morreram nos últimos 22 dias, sendo 3.685 manifestantes. Além disso, a ONG afirma que mais de 24 mil foram presos durante os protestos. Os números não foram confirmados de forma oficial por Teerã.
