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Mundo

Talibã anuncia reintrodução de execuções e amputações no Afeganistão

As punições severas feitas pelo grupo fundamentalista se tornaram um dos símbolos do seu primeiro governo no país

Nat Coutinho24/09/2021 14:55, atualizado 24/09/2021 17:07
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Getty Images
Soldados do Talibã tomam conta do Afeganistão

O grupo fundamentalista islâmico Talibã, pouco mais de um mês após retomar o poder, afirmou que vai reintroduzir execuções e amputações de membros de criminosos, ato que virou um dos símbolos do seu primeiro governo no Afeganistão, durante o período de 1996 a 2001.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a informação foi dada pelo mulá Nooruddin Turabi, um dos líderes talibãs mais influente no assunto sobre a administração de sua visão peculiar de justiça, feita a partir da leitura literal da lei islâmica tradicional, a sharia.

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O Talibã é acusado de desrespeitar os direitos humanos no país
Afegãos tentam ir embora do país após Talibã assumir governo
Crise no Afeganistão
O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país
Mulheres no Afeganistão
O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país
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O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país

MARCUS YAM / LOS ANGELES TIMES
O Talibã é acusado de desrespeitar os direitos humanos no país
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O Talibã é acusado de desrespeitar os direitos humanos no país

Haroon Sabawoon/Anadolu Agency via Getty Images
Afegãos tentam ir embora do país após Talibã assumir governo
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Afegãos tentam ir embora do país após Talibã assumir governo

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Crise no Afeganistão
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Crise no Afeganistão

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O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país
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Mulheres no Afeganistão
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Mulheres no Afeganistão

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Vídeos na internet mostram manifestantes após bomba de gás
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Vídeos na internet mostram manifestantes após bomba de gás

Reprodução/Twitter

Segundo Turabi, “todos nos criticavam pelas punições no estádio [Nacional de Futebol, em Cabul], nós nunca dissemos nada sobre as leis dos outros e suas punições. Nós vamos fazer nossas leis a partir do Alcorão”.

O mulá também afirmou que “cortar mãos é muito necessário para a segurança”.

Como chefe do sistema prisional do país, ele pondera que as medidas determinadas funcionam para desencorajar criminosos de agir. Turabi relata que está estudando como as punições serão aplicadas: em público, como acontecia no passado, ou de outra maneira.

Punições anteriores

Em sua primeira passagem pelo poder, o Talibã contou com Nooruddin Turabi como ministro da Justiças e chefe do Ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício. Essa pasta impediu mulheres de saírem de casa sem a burca, trabalhar, estudar e acessar serviços públicos livremente. Além disso, também obrigou homens a deixar a barba crescer.

As punições aconteciam junto à mesquita Eid Gah ou no Estádio Nacional, os dois locais no centro de Cabul. As penalidades variavam de acordo com o crime. Ladrões, por exemplo, perdiam a mão direita e podiam perder um dos pés se atacassem comboios em estradas.

Quando o grupo fundamentalista foi expulso do poder pelos Estados Unidos, uma vez que abrigaram os terroristas que planejaram os ataques do 11 de setembro, o estádio voltou a sua rotina de jogos de futebol.

Governo moderado

O anúncio sobre a volta de punições mais severas vai contra aqueles que acreditam que o Talibã, que assumiu o controle do Afeganistão no dia 15 de agosto, pode ser mais moderado, a fim de buscar por reconhecimento e recursos externos.

Turabi, entretanto, afirmou que mulheres poderiam ser juízes sob o novo governo, mas somente se seguirem os preceitos islâmicos adotados pelo grupo. Além disso, diferentemente do regime de 1996, ele declarou que o Talibã também permitirá a existência livre de canais de TV, venda de telefones celulares e circulação de fotografias.

Consciente de que todo soldado do grupo é visto com um aparelho celular em mãos e talvez buscando uma modernidade para esse governo, Nooruddin Turabi disse que essas são “necessidades do povo”.