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Mundo

Suprema Corte dos EUA mantém venda de pílula abortiva no país

Decisão ocorre dez meses após decisão da Suprema Corte do país em reverter o direito constitucional ao aborto

21/04/2023 23:34
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Kevin Dietsch/Getty Images
Manifestantes protestam contra e a favor do aborto em frente a Suprema Corte dos Estados Unidos, após vazamento de documento que indicaria revogação do direito no país. Na foto, mulheres com cartazes a favor do aborto se manifestam - Metrópoles

A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve, nesta sexta-feira (21/4), o acesso irrestrito a uma das pílulas abortivas mais usadas no país, a mifepristona. A determinação derruba decisões tomadas por tribunais inferiores, que suspenderam a autorização do medicamento, e traz uma série de medidas para facilitar a obtenção dos comprimidos.

Suprema Corte dos EUA mantém venda de pílula abortiva no país - destaque galeria
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Aborto pode ser ilegal, caso legislação mude
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Relatora do caso ressaltou que, mesmo em países onde o aborto é descriminzalizado, o procedimento não costuma ser liberado em fase avançada da gestação
Manifestantes protestam contra e a favor do aborto na Suprema Corte dos Estados Unidos
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Material Cedido ao Metrópoles
Relatora do caso ressaltou que, mesmo em países onde o aborto é descriminzalizado, o procedimento não costuma ser liberado em fase avançada da gestação
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Relatora do caso ressaltou que, mesmo em países onde o aborto é descriminzalizado, o procedimento não costuma ser liberado em fase avançada da gestação

A decisão representa uma vitória para o presidente Joe Biden na Suprema Corte, que tem maioria conservadora. Dois juízes conservadores, Clarence Thomas e Samuel Alito, discordaram da decisão desta sexta.

Combinada a outro medicamento, o misoprostol, a mifepristona é utilizada como método abortivo em mais de metade dos procedimentos nos Estados Unidos. Grupos antiborto, no entanto, afirmam que há contrabando da pílula entre estados que já proibiram seu uso.

As discussões seguem após dez meses da decisão da Suprema Corte do país em reverter o direito constitucional à interrupção voluntária da gravidez.