Sob comando de Dilma, Banco do Brics promove reunião anual no Rio

Encontro vai discutir inovação, cooperação e o impacto de instituições financeiras multilaterais para o Sul Global

atualizado

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Reprodução/Kremlin
Ex-presidente Dilma Rousseff (PT)
1 de 1 Ex-presidente Dilma Rousseff (PT) - Foto: Reprodução/Kremlin

Rio de Janeiro — À margem do encontro de líderes do Brics, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, realiza nesta sexta-feira (4/7) e sábado (5/7), a 10ª reunião anual do conselho da instituição.

O evento, que reúne ministros, membros do conselho do NDB, líderes empresariais e representantes da sociedade civil, discutirá inovação, cooperação e o impacto de instituições financeiras multilaterais para países em desenvolvimento — o chamado Sul Global.

A abertura do evento acontece na manhã desta sexta, com a participação da presidente do banco, Dilma Rousseff, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


Banco do Brics

  • O Banco do Brics é chefiado pela ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff. Recentemente, a política foi eleita para o segundo mandato à frente da instituição.
  • A entidade foi criada oficialmente em 2014, durante a 6ª Cúpula do Brics, em Fortaleza (CE), com o objetivo de oferecer financiamento a projetos de infraestrutura dos países que compõem o grupo.
  • Ao longo de 10 anos, a instituição financeira destinou cerca de US$ 5,2 bilhões para projetos no Brasil.

Encontro

Em sua 10ª edição, a reunião anual do Banco do Brics vai debater desafios para o financiamento do desenvolvimento sustentável dos países do Sul Global, ciência, tecnologia e inovação, e o uso de moedas locais em programas de financiamento.

O último é um dos pontos sensíveis nas negociações sobre a declaração final da cúpula de chefes de Estado. Enquanto China e Rússia defendem a criação de mecanismos para reduzir a dependência do dólar em transações comerciais entre os países do grupo, Brasil e Índia, por exemplo, devem evitar posicionamentos mais contundes sobre o assunto para não tensionar as relações com os Estados Unidos.

Recentemente, a presidente do NDB, Dilma Rousseff, se reuniu com o líder chinês Xi Jinping, e defendeu o uso de moedas locais nos programas de financiamento. Segundo dados do banco, atualmente 31% dos projetos são realizados nas moedas dos países-membros.

Agenda intensa

Além da reunião do NDB, outros eventos ocupam a agenda às vésperas da cúpula de líderes do Brics. No sábado, ocorre a reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do Brics, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.

Também no sábado, haverá um fórum empresarial, promovida pela Confederação Nacional da Indústria, e que terá a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cúpula de chefes de Estado está marcada para os dias 6 e 7 de julho.

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