Secretário da Marinha dos EUA deixa cargo em meio à guerra com Irã
Pentágono anuncia saída de John C. Phelan em meio a bloqueio em Ormuz e impasse nas negociações, elevando instabilidade no governo Trump
atualizado
Compartilhar notícia

O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John C. Phelan deixou o cargo nesta quarta-feira (22/4), em um momento de forte tensão militar envolvendo a guerra com o Irã e o bloqueio naval norte-americano no Estreito de Ormuz.
O anúncio foi feito pelo Pentágono, que declarou que a decisão tem efeito imediato. O subsecretário da Marinha, Hung Cao, assumirá interinamente a função.
A saída ocorre em meio à escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que inclui ações navais na região do Golfo Pérsico e o bloqueio de rotas estratégicas de petróleo. Tal escalada militar tem elevado a tensão internacional e ampliado preocupações sobre segurança marítima global.
Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a mudança foi oficializada de forma imediata.
Sobre John C. Phelan
- John C. Phelan havia sido nomeado no fim de 2024 pelo presidente Donald Trump, apesar de não ter histórico de serviço militar.
- Empresário do setor financeiro, ele fundou a empresa de investimentos Rugger Management LLC e foi um dos principais doadores da campanha republicana.
- Antes de assumir o cargo, atuou apenas como conselheiro em uma organização ligada a projetos de defesa internacional.
- A nomeação de Phelan havia sido vista internamente como parte de uma estratégia de Trump de aproximar a gestão militar de perfis do setor privado, reduzindo a presença de oficiais de carreira em posições-chave.
A saída do secretário da Marinha ocorre poucas semanas após outras mudanças no alto escalão militar dos EUA, incluindo a demissão de oficiais de alta patente do Exército pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.
As trocas sucessivas aumentam a percepção de instabilidade na estrutura de comando militar norte-americana em meio à intensificação das operações no Oriente Médio.
O episódio acontece enquanto os Estados Unidos mantêm operações navais na região do Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa parte significativa do petróleo mundial, mesmo após Trump estender a trégua com o regime dos aiatolás.






