Governo dos EUA pede que americanos deixem o Líbano imediatamente
Embaixada dos EUA em Beirute emite alerta citando risco de terrorismo e sequestro. “O ambiente de segurança continua complexo”, diz a nota
atualizado
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A Embaixada dos Estados Unidos em Beirute emitiu um alerta de segurança, nesta quarta-feira (22/4), e recomendou que cidadãos norte-americanos deixem o Líbano “enquanto ainda houver opções de voos comerciais disponíveis”.
O comunicado aponta para um cenário instável no país, mesmo após o anúncio recente de cessar-fogo entre Israel e forças libanesas. “O ambiente de segurança continua complexo e pode mudar rapidamente”, afirmou a representação diplomática.
A orientação também inclui recomendações para aqueles que optarem por permanecer no país. Segundo a embaixada, esses cidadãos devem preparar planos de contingência diante da possibilidade de emergências.
Além disso, os EUA alertaram para riscos contínuos de terrorismo e sequestro em todo o território libanês. Locais frequentados por estrangeiros, incluindo estadunidenses e turistas, podem se tornar “alvos potenciais”.
Riscos mesmo com cessar-fogo
- O alerta ocorre dias após o presidente Donald Trump anunciar um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, mediado por Washington, após uma escalada de confrontos envolvendo o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
- Apesar da trégua, episódios de violência e movimentações militares continuam sendo registrados, especialmente no sul do Líbano.
- O governo libanês acusa Israel de manter operações no território, enquanto Tel Aviv afirma que segue atacando alvos ligados ao Hezbollah.
- O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que negociações estão em andamento para estender o cessar-fogo, cujo prazo atual se encerra no domingo (26/4).
Oriente Médio sob alerta ampliado
Segundo o Departamento de Estado, embora o espaço aéreo iraniano tenha sido parcialmente reaberto, ainda há riscos elevados. Washington alertou que cidadãos norte-americanos podem enfrentar dificuldades para deixar o país, incluindo possíveis restrições impostas pelo governo iraniano.
A orientação inclui rotas terrestres por países vizinhos, como Armênia, Azerbaijão e Turquia, além de um alerta para evitar áreas de conflito ativo.






