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Mundo

EUA minimiza apreensão de navios pelo Irã em Ormuz: "Não americanos"

Porta-voz da Casa Branca afirma que Trump não considera apreensão de navios estrangeiros como violação da trégua entre EUA e Irã

22/04/2026 17:49
Foto: U.S. Navy via Getty Images
imagem colorida de Navio perto do Estreito de Ormuz

A Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não considera a apreensão de navios estrangeiros pelo Irã no Estreito de Ormuz como uma violação do cessar-fogo em vigor entre os dois países. A declaração ocorre em meio à crescente tensão marítima na região, apesar da recente prorrogação da trégua.

A porta-voz do governo, Karoline Leavitt, minimizou nesta quarta-feira (22/4) o episódio ao destacar que as embarcações não pertenciam nem aos Estados Unidos nem a Israel.

“Esses não eram navios americanos. Esses não eram navios israelenses. Eram duas embarcações internacionais”, afirmou em entrevista à Fox News.

Segundo Leavitt, a ação atribuída à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não altera o entendimento de Washington sobre o cessar-fogo. Ainda assim, ela adotou um tom duro ao classificar a operação como “pirataria” e criticar a capacidade naval iraniana.

“O Irã passou de ter a marinha mais letal do Oriente Médio para agir como um bando de piratas”, disse.

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Donald Trump
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca
Fechamento do estreito tem impacto no preço do petróleo
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Fechamento do estreito tem impacto no preço do petróleo

Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Donald Trump
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Arte/ Metrópoles
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca
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Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca

Celal Gunes/Anadolu via Getty Images

Mais cedo, a IRGC informou ter apreendido duas embarcações que, segundo Teerã, operavam sem autorização e violavam regulamentos marítimos, além de manipular sistemas de navegação. A mídia estatal iraniana também relatou que um terceiro navio, de propriedade grega, foi alvo das forças iranianas e ficou inoperante próximo à costa do país.

Leavitt voltou a relativizar o impacto da ação. “São apenas dois barcos, em comparação com os mais de 160 navios de guerra que os Estados Unidos afundaram”, declarou.


Trégua sob pressão

  • A decisão de Donald Trump de estender o cessar-fogo com o Irã, após mediação do Paquistão, foi interpretada como um recuo na retórica agressiva adotada dias antes.
  • A prorrogação da trégua, no entanto, veio condicionada à apresentação de uma posição unificada por parte de Teerã — algo que ainda não ocorreu. Com isso, o prazo do cessar-fogo permanece indefinido.
  • Apesar do gesto diplomático, Trump deixou claro que a pressão militar segue como peça central da estratégia dos EUA. “Ordenei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e permaneçam prontas e aptas”, afirmou.
  • Horas antes de anunciar a extensão do cessar-fogo, o presidente norte-americano havia adotado um tom mais beligerante, chegando a mencionar a possibilidade de novos bombardeios caso não houvesse avanço nas negociações.
  • “Eu espero bombardear. Porque acho que esta é a melhor atitude para lidar com a situação”, disse.
  • Dias antes, ele também havia afirmado que o Irã enfrentaria “problemas como nunca viu antes” caso não aceitasse negociar.

Mesmo com a trégua formalmente em vigor, os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval em áreas estratégicas, incluindo o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Teerã considera a medida como uma continuação das hostilidades. Autoridades iranianas já indicaram que podem reagir caso o bloqueio persista, aumentando o risco de confronto direto.