Kremlin prende terceiro suspeito por atentado contra general russo
Serviço Federal de Segurança da Rússia afirma que grupo monitorava outros oficiais do Ministério da Defesa a mando da inteligência ucraniana
atualizado
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O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou nesta terça-feira (10/2) a prisão de um terceiro suspeito de envolvimento na tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev, primeiro vice-chefe da Diretoria Principal do Estado-Maior das Forças Armadas russas.
Segundo a inteligência russa, o detido é Pavel Vasin, cidadão russo nascido em 1981, apontado como cúmplice direto dos dois suspeitos presos anteriormente: Lyubomir Korba, de 65 anos, e Viktor Vasin, pai de Pavel.
A agência afirma que o grupo agia sob orientação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), com o objetivo de realizar atos de sabotagem e terrorismo em território russo.
O que aconteceu
- O atentado contra Alekseyev ocorreu na última sexta-feira (6/2), quando o general foi baleado no corredor do prédio onde mora, em Moscou.
- Ele foi atingido por quatro disparos e permanece hospitalizado, em condição estável, consciente e capaz de se comunicar, segundo a agência estatal russa, TASS.
- O principal suspeito do ataque, Lyubomir Korba, cidadão russo nascido na Ucrânia, foi preso nos Emirados Árabes Unidos a pedido das autoridades russas e transferido para Moscou no fim de semana.
- Em depoimento, Korba teria afirmado que foi recrutado pelo SBU em agosto do ano passado e que recebeu a promessa de US$ 30 mil para executar o assassinato.
- O governo ucraniano nega qualquer envolvimento no caso.
Conforme o comunicado oficial, Pavel Vasin forneceu veículos usados para vigilância, auxiliou na retirada da arma utilizada no ataque a partir de um esconderijo e adquiriu equipamentos técnicos de monitoramento, como um gravador de vídeo e um rastreador, empregados para acompanhar os deslocamentos dos alvos.
Ainda segundo o FSB, durante depoimento, Pavel Vasin confessou participação no esquema e forneceu informações que permitiram identificar ao menos outros dois altos funcionários do Ministério da Defesa que estavam sendo monitorados pelo grupo, com a intenção de novos ataques.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou na última semana que o ataque ao general teria como objetivo sabotar os esforços diplomáticos para a resolução do conflito na Ucrânia.
A declaração ocorre após a realização de uma nova rodada de negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizada em Abu Dhabi na semana passada.






