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Mundo

Rússia diz que países da Europa incentivam Ucrânia a prolongar guerra

Governo da Rússia volta a alfinetar Europa por apoio a Kiev, diz avançar na guerra e afirma não ver progresso nas negociações de paz

23/07/2026 18:14, atualizado 23/07/2026 18:43
Arte/Metrópoles
Putin e Zelensky

O Kremlin afirmou, nesta quinta-feira (23/7), que a Rússia continua aberta a negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, mas deixou claro que não pretende interromper a ofensiva militar enquanto, segundo Moscou, os países europeus continuarem incentivando Kiev a manter o conflito.

As declarações foram feitas pelo porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Moscou e os aliados europeus da Ucrânia, e dias após o governo russo endurecer o discurso contra propostas de segurança defendidas por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo Peskov, a disposição para negociar permanece, mas a estratégia militar russa seguirá em curso diante da postura adotada pelas capitais europeias.

“Permanecemos abertos ao processo de negociação, mas, numa situação em que as capitais europeias incentivam o regime de Kiev a continuar a guerra, também continuamos com a nossa operação militar especial”, afirmou.

O russo também sustentou que as tropas russas seguem obtendo resultados no campo de batalha. “Continuamos nossa operação militar especial e podemos observar avanços positivos nesse sentido”, declarou, sem detalhar quais territórios ou operações registraram progresso.

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Dmitry Peskov é secretário de imprensa de Vladmir Putin
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Dmitry Peskov é secretário de imprensa de Vladmir Putin

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Europa amplia apoio a Kiev


Na última semana, o presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia responderá aos ataques ucranianos em território russo de forma “espelhada” e “várias vezes mais poderosa”, além de dizer que as Forças Armadas mantêm a iniciativa estratégica no conflito.

Escalando ainda mais as críticas, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que qualquer contingente militar estrangeiro enviado ao território ucraniano será considerado um “alvo militar legítimo”, por representar, segundo Moscou, uma intervenção direta na guerra.