Rússia diz ter matado mais de 2,5 mil terroristas em crise no Mali

No último fim de semana, grupos jihadistas iniciaram uma ofensiva contra o governo militar do Mali na tentativa de tomar o poder no país

atualizado

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Ataques são registrados em Bamako e em diversas localidades do Mali
1 de 1 Ataques são registrados em Bamako e em diversas localidades do Mali - Foto: Reprodução/Redes sociais

O governo da Rússia disse que o grupo de mercenários sob controle do país, o Africa Corps, matou mais de 2,5 mil terroristas ligados ao Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM) e da Frente de Libertação de Azawad (FLA) durante a ofensiva dos grupos jihadistas no Mali. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28/4) pelo Ministério da Defesa russo.

Apesar do alto número de baixas, os rebeldes tiveram sucesso nos ataques coordenados que atingiram ao menos quatro regiões do Mali desde o último sábado (25/4), incluindo a capital Bamako. Além do assassinato do ex-ministro da Defesa do país, general Sadio Camara, o JNIM e a FLA tomaram o controle da cidade de Kidal.

Mais cedo, um porta-voz do JNIM, que mantém ligações com a Al-Qaeda, afirmou que o grupo se prepara para um cerco total contra Bamako.

Por isso, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que “a situação na República do Mali continua difícil”.

Mais cedo, o primeiro-ministro do país africano, general Abdoulaye Maïga, afirmou que os grupos jihadistas tem como objetivo “tomar o poder” na tentativa de por fim à transição política no país. Desde 2021, o Mali é governado por militares, cuja ascensão ao poder representou também uma mudança na política externa local.

Antes aliado de países ocidentais, o país africano virou as costas para sua antiga colônia, a França, e buscou uma maior aproximação com a Rússia — assim como outras nações da região do Sahel, afetadas pelo terrorismo. 

Na época, Moscou já mantinha uma presença informal no país, por meio do grupo de mercenário Wagner, então liderado por Yevgeny Prigozin.

Com a morte do ex-braço direito de Vladimir Putin, o Wagner foi reestruturado, e passou a se chamar Africa Corps. Diferente da organização que era comandada por Prigozin, o grupo passou a ser controlado diretamente pelo Ministério da Defesa da Rússia, e, além do Mali, mantém acordos de cooperação com Líbia, Sudão, Guiné Equatorial, Níger, Burkina Faso, República Centro Africana (RCA).

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