Romênia autoriza EUA a utilizar bases do país durante guerra no Irã
De acordo com o presidente da Romênia, EUA vão enviar apenas equipamentos de caráter “defensivo” ao país
atualizado
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A Romênia deu sinal verde para os Estados Unidos utilizar bases militares do país, localizadas no Mar Negro, durante a guerra contra o Irã. A medida, anunciada nesta quarta-feira (11/3) após votação no Parlamento romeno, também inclui o envio de militares norte-americanos a nação dos Bálcãs.
De acordo com o presidente do país, Nicușor Dan, todo destacamento é de caráter “defensivo”.
Em um comunicado divulgado no X antes do projeto ser aprovado pelo poder legislativo, o líder da Romênia informou que a previsão é de que os EUA enviem “aviões de reabastecimento, equipamento de monitoramento e comunicação via satélite”.
Com a decisão, a Romênia se torna outro país da Europa — e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — a se envolver de forma indireta no conflito no Oriente Médio.
Nos últimos dias, França, Reino Unido, Holanda e Itália enviaram embarcações de guerra para o Mar Mediterrâneo, sob a justificativa de aumentar a defesa do Chipre. A ilha registrou o primeiro incidente entre europeus e a guerra entre EUA, Israel e Irã.
Segundo autoridades locais, forças iranianas lançaram ataques contra uma base militar britânica localizada no Chipre.
Outros casos também foram registrados na Turquia e Azerbaijão, que acusam os iranianos realizar bombardeios contra instalações localizadas em seus territórios.
Além disso, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio de uma “missão internacional” com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz. Cerca de 20% da produção mundial de petróleo é escolada pelo local, fechado por autoridades iranianas desde o início da guerra.
