Radiação aumenta em Chernobyl: “Situação alarmante”, alertam os EUA

A usina, palco que um grave acidente em abril de 1986, foi tomada por militares russos na quinta-feira (24/2), durante bombardeiros

atualizado 25/02/2022 7:42

STR/NurPhoto via Getty Images

O serviço nuclear da Ucrânia divulgou um alerta informando que houve aumento de radiação na usina nuclear de Chernobyl causado por distúrbios no solo, sem danos às instalações nucleares.

A usina, palco que um grave acidente em abril de 1986, foi tomada por militares russos na quinta-feira (24/2), durante o primeiro dia de bombardeios contra a Ucrânia.

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Segundo a Casa Branca, sede do governo americano, as tropas russas, além de ocuparem o espaço, estão mantendo trabalhadores da usina como reféns.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, condenou a ação. “Estamos indignados com relatos confiáveis ​​de que soldados russos estão mantendo funcionários das instalações de Chernobyl como reféns”, frisou.

Ela completou. “Essa tomada de reféns ilegal e perigosa, que poderia prejudicar os esforços rotineiros do serviço civil necessários para manter e proteger as instalações de resíduos nucleares, é obviamente incrivelmente alarmante e muito preocupante”, concluiu.

Crise

A Ucrânia vive o segundo dia de bombardeiros. Militares russos cercaram Kiev, capital do país e coração do poder. O governo indica que ao menos 33 alvos civis foram atingidos. Duas crianças morreram até o momento.

O Ministério da Defesa ucraniano diz ter abatido um avião russo e matado mais de 800 soldados.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.

Apoio do Ocidente

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, afirmou, em um discurso televisionado na noite desta quinta-feira (24/2), que o país foi abandonado após a invasão russa. “Nos deixaram sozinhos para defender nosso Estado”, pediu.

Segundo ele, países do Ocidente se negam a ajudar a Ucrânia por medo: “Quem está disposto a lutar conosco? Não vejo ninguém. Quem está disposto a dar à Ucrânia uma garantia de adesão à Otan? Todos estão com medo’, afirmou.

Veja um resumo do que aconteceu desde o início dos bombardeios:

  • A invasão russa ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24/2), horário de Brasília, após ordem de Putin.
  • O mais recente balanço indica que a Ucrânia tem 137 mortos e 300 feridos após bombardeios.
  • O governo ucraniano afirmou ter sofrido ao menos 203 ataques russos desde o início da invasão.
  • Putin alertou para que nenhum outro país interfira na ofensiva, e prometeu “resposta imediata”.
  • Contra a invasão russa, manifestantes foram presos e agredidos em Moscou.
  • O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, determinou toque de recolher. A medida vigora das 22h às 7h.
  • Em uma segunda onda de ataques, russos cercaram Kiev, capital ucraniana e coração do poder do país, além de tomar Chernobyl.
  • A Rússia disparou 160 mísseis de curto alcance contra Kiev, afirmaram os EUA.
  • O Ministério da Defesa russo disse ter destruído 74 instalações militares ucranianas, incluindo 11 bases aéreas.
  • Zelensky decretou o rompimento das relações diplomáticas com a Rússia e distribuiu 10 mil fuzis a civis.
  • O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, condenou a invasão. Horas depois, o presidente Jair Bolsorano (PL) o desmentiu e desautorizou.
  • A União Europeia e seus aliados condenaram a Rússia.
  • Primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou sanções para travar “máquina de guerra de Putin”.
  • Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco prepara um novo pacote de sanções econômicas contra a Rússia.
  • Biden anunciou sanções econômicas mais severas, autoriza ida de mais militares e uma ajuda financeira de US$ 52 milhões para a Ucrânia. Além disso, advertiu: “A agressão de Putin vai custar muito à Rússia.”
  • O presidente da Ucrânia decretou convocação geral de todas as pessoas em idade de serviço militar para atuarem contra a invasão.
  • Após bombardeios, Macron telefonou para Putin e exigiu cessar-fogo. Só ouviu a repetição dos argumentos russos para o ataque.
  • Otan e União Europeia anunciaram reunião entre países-membros para discutir a situação.

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