Putin alerta rivais sobre possível ataque nuclear: “Vão se arrepender”
Alerta de Vladimir Putin sobre possível ataque nuclear de adversários à Rússia ocorre em meio ao quarto aniversário da guerra na Ucrânia
atualizado
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O presidente russo, Vladimir Putin, declarou, nesta terça-feira (24/2), que os inimigos do país sabem como pode terminar qualquer ataque contra a Rússia e destacou o poderio nuclear da nação. Segundo Putin, os adversários do Kremlin não conseguirão derrotar o país, mas continuarão tentando.
“Eles não conseguem infligir uma derrota estratégica à Rússia. Simplesmente não é possível. E, no entanto, desejam isso desesperadamente. Precisam derrotar a Rússia a todo custo”, disse. “Vão se esforçar ao extremo e depois se arrependerão”, acrescentou.
A declaração foi feita durante um discurso ao Serviço Federal de Segurança (FSB), agência sucessora da KGB soviética. O comentário ocorreu após o Serviço de Inteligência Externa (SVR) afirmar que há preocupações sobre uma possível transferência de elementos de tecnologia de armas nucleares para Kiev.
Quatro anos de guerra da Ucrânia
- As falas de Putin ocorrem exatamente quatro anos após o início da invasão em larga escala, em 24 de fevereiro de 2022.
- Naquele momento, o Kremlin acreditava que a operação seria rápida. Segundo o instituto britânico Royal United Services Institute (RUSI), Moscou esperava assumir o controle da Ucrânia em cerca de 10 dias.
- A previsão, no entanto, não se concretizou.
- Quatro anos depois, a guerra se transformou em um impasse prolongado.
- A Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, enquanto Kiev mantém a resistência com apoio militar e financeiro de aliados ocidentais.
Arsenal nuclear russo
A Rússia é dona do maior arsenal nuclear do mundo, com cerca de 5.580 ogivas, das quais 1.710 estão prontas para uso imediato, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).
No início de fevereiro, Moscou considerou encerradas todas as obrigações previstas no tratado New START, acordo nuclear firmado com os Estados Unidos que limitava arsenais estratégicos das duas potências.






