Rússia diz estar preparada para fim de acordo nuclear com os EUA

Acordo New START, que limita o número de armas nucleares da Rússia e dos EUA, expira nesta quinta-feira (5/2)

atualizado

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O governo da Rússia afirmou nesta terça-feira (3/2) que o país está “preparado” para a nova realidade sem acordo de limite para armas nucleares. O tratado entre Washington e Moscou chamado New START, que limita os arsenais nucleares das potências, expira nesta quinta-feira (5/2) e não deve ser renovado.


New START

  • O tratado foi assinado em 2010, pelos então presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev, dos EUA e da Rússia, e está em vigor desde 2011;
  • Acordo limita o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país, restringe mísseis balísticos e bombardeiros de longo alcance a até 700, e estabelece inspeções mútuas entre os países;
  • O tratado está previsto para expirar em 5 de fevereiro de 2026;
  • Nesta terça, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os EUA não responderam à proposta do presidente russo Vladimir Putin para estender as restrições por um ano.

Já os Estados Unidos expressaram a vontade de incluir no acordo a China, rival geopolítico. Porém, o país asiático alega que seu arsenal nuclear “não é comparável” ao dos norte-amercanos ou ao dos russos e, por isso, a recusa em participar do acordo.

Presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump
Presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump, em agosto de 2025

O porta-voz do Kremlin também disse nesta terça que o fim do tratado poderá deixar o mundo “em uma situação mais perigosa, em poucos dias”. Já o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, trata o fim do acordo como iminente: “Atualmente, não existem pré-condições para retomar um diálogo significativo com os EUA sobre estabilidade estratégica”, declarou.

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, que assinou o acordo com os EUA em 2010, alertou que o fim do tratado pode vir a ser uma “nova corrida armamentista”. Caso o acordo de fato não seja renovado, esta será a primeira vez desde 1972 que não haverá limites legais para o arsenal nuclear das duas maiores potências do mundo.

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