1 de 1 presidentes Aleksandr Lukashenko, de Belarus, e Vladimir Putin, da Rússia
- Foto: Mikhail Klimentyev\TASS via Getty Images
O presidente russo, Vladimir Putin, concordou em fazer uma cooperação militar com o ditador de Belarus, Alexander Lukashenko, para modernização e fortalecimento das tropas bielorrussas. A medida prevê fornecimento de armas modernas, por exemplo.
Nesta sexta-feira (11/3), segundo informações da agência de notícias oficial de Belarus, a Belta, Putin e Lukashenko firmaram o acordo.
Os líderes da Rússia e de Belarus também concordaram em manter “apoio mútuo” diante das sanções ocidentais, inclusive sobre os preços da energia. A agência não forneceu detalhes.
Belarus passou a centralizar uma polêmica internacional após sofrer acusações de facilitar a invasão e depois ter executado ataques contra a Ucrânia com mísseis.
As tropas de Putin iniciaram a invasão ao território ucraniano por meio de Belarus, nação comandada por Lukashenko, em 24 de fevereiro.
Lukashenko é amigo de Putin, aliado do Kremlin e entusiasta dos padrões da extinta União Soviética (1922-1991).
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra
Anastasia Vlasova/Getty Images
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
Agustavop/ Getty Images
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Andre Borges/Esp. Metrópoles
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
OTAN/Divulgação
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
AFP
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
Vostok/ Getty Images
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo
Vinícius Schmidt/Metrópoles
O governo russo oferece apoio a Belarus com o fornecimento de energia a preços baixos. Em troca, o país de Lukashenko vende metade de toda sua produção a Putin.
As duas nações vivem em um “estado de união” desde abril de 1996. O acordo faz as duas nações conviverem como na extinta União Soviética.
Palco das negociações entre Rússia e Ucrânia, Belarus sofreu um pacote de sanções econômicas da União Europeia. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, confirmou que o pacote é semelhante ao imposto contra os russos.
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