Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Putin compara invasão da Ucrânia à vitória sobre nazistas na 2ª guerra

A declaração foi feita em discurso nesta segunda-feira (9/5), data em que se celebra a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista

09/05/2022 07:44, atualizado 09/05/2022 10:17
Compartilhar notícia
Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images)
imagem colorida mostra vladimir putin presidente da russia - Metrópoles

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comparou a guerra na Ucrânia ao confronto entre a União Soviética e o exército de Adolf Hitler na 2ª Guerra Mundial. Disse ainda que “foi forçado” pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a atacar o país vizinho.

A declaração foi feita em discurso nesta segunda-feira (9/5), data em que se celebra o 77º Dia da Vitória — em memória ao triunfo da União Soviética sobre a Alemanha nazista durante a 2ª Guerra Mundial, em 1945.

“Defender a pátria quando seu destino está sendo decidido sempre foi sagrado. Hoje você está lutando por nosso povo em Donbas, pela segurança da Rússia, nossa pátria”, afirmou o líder russo.

Ao nomear o conflito armado contra a Ucrânia de “operação militar especial”, Putin afirmou que a Rússia deu “resposta preventiva à agressão na hora certa”.

Putin compara invasão da Ucrânia à vitória sobre nazistas na 2ª guerra - destaque galeria
6 imagens
O presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu, participam da Parada do Dia da Vitória na Praça Vermelha em 9 de maio de 2022, em Moscou, Rússia
O desfile da vitória acontece na Praça Vermelha, em 9 de maio, para comemorar a vitória da União Soviética Exército Vermelho sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial
Comemoração do 77º aniversário do Dia da Vitória
Soldados durante cerimônia militar
Moscou, Rússia
Desfile de soldados cerimoniais durante o 77º aniversário do Dia da Vitória na Praça Vermelha em Moscou, Rússia, em 9 de maio de 2022
1 de 6

Desfile de soldados cerimoniais durante o 77º aniversário do Dia da Vitória na Praça Vermelha em Moscou, Rússia, em 9 de maio de 2022

Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
O presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu, participam da Parada do Dia da Vitória na Praça Vermelha em 9 de maio de 2022, em Moscou, Rússia
2 de 6

O presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu, participam da Parada do Dia da Vitória na Praça Vermelha em 9 de maio de 2022, em Moscou, Rússia

Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
O desfile da vitória acontece na Praça Vermelha, em 9 de maio, para comemorar a vitória da União Soviética Exército Vermelho sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial
3 de 6

O desfile da vitória acontece na Praça Vermelha, em 9 de maio, para comemorar a vitória da União Soviética Exército Vermelho sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial

Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
Comemoração do 77º aniversário do Dia da Vitória
4 de 6

Comemoração do 77º aniversário do Dia da Vitória

Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
Soldados durante cerimônia militar
5 de 6

Soldados durante cerimônia militar

Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
Moscou, Rússia
6 de 6

Moscou, Rússia

Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images

“A Rússia deu uma resposta preventiva à agressão, com uma decisão forçada e soberana. A operação militar especial era necessária e foi a decisão certa, na hora certa”, pontuou.

Apesar de citar o conflito armado, Putin não avaliou o progresso russo na Ucrânia nem indicou até quando a guerra deve durar.
Putin compara invasão da Ucrânia à vitória sobre nazistas na 2ª guerra - destaque galeria
13 imagens
A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
 A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra
1 de 13

A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerra

Anastasia Vlasova/Getty Images
A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
2 de 13

A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito

Agustavop/ Getty Images
A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
3 de 13

A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local

Pawel.gaul/ Getty Images
Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
4 de 13

Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km

Getty Images
Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
5 de 13

Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
6 de 13

Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país

Poca/Getty Images
A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
7 de 13

A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro

Kutay Tanir/Getty Images
Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
8 de 13

Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta

OTAN/Divulgação
Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
9 de 13

Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território

AFP
Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
10 de 13

Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território

Elena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
11 de 13

Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado

Will & Deni McIntyre/ Getty Images
O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
12 de 13

O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles

Vostok/ Getty Images
Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo
13 de 13

Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Resposta

Em reação ao discurso de Putin, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que seu país vencerá a guerra contra a Rússia.

“No Dia da Vitória sobre o nazismo, estamos lutando por uma nova vitória. O caminho para isso é difícil, mas não temos dúvidas de que venceremos”, disse, em discurso feito em Kiev, capital da Ucrânia.

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.