Presidente do Irã promete “vingança legítima” contra os EUA
Os Estados Unidos e Israel atacaram, pela segunda vez em menos de um ano, o Irã, na madrugada desse sábado (28/2)
atualizado
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian (foto em destaque), afirmou, neste domingo (1º/3), que a vingança pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos é um “direito e dever legítimo”. Os EUA atacaram o Irã nesse sábado (28/2) e assassinaram o líder supremo, Ali Khamenei.
De acordo com Pezeshkian, Khamenei foi assassinado “pelas mãos dos vilões mais perversos do mundo”. Segundo ele, tal fato é uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.
“O assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo. (…) A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo”, afirmou Pezeshkian em pronunciamento oficial.
Ele afirmou que a República Islâmica do Irã “considera o derramamento de sangue e a vingança contra os perpetradores e comandantes deste crime histórico como seu dever e direito legítimo, e cumprirá essa grande responsabilidade e esse dever com todas as suas forças”.
Próximos passos
O Artigo 111 da Constituição iraniana afirma que, quando um líder supremo morre, cria-se um conselho de transição até que um novo seja eleito por um painel de líderes religiosos.
O conselho funcionará até que um painel de 88 membros, denominado Assembleia de Peritos, escolha um novo líder supremo.
Ataques dos EUA e Israel ao Irã
O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país, de acordo com a mídia local. As ofensivas começaram na madrugada de sábado.
Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças”, e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.
