Após morte de Khamenei, conselho de liderança interino assume o Irã. Vídeo
Morto nesse sábado (28/2) após ataques dos EUA e de Israel, aiatolá Ali Khamenei se manteve no poder por mais de três décadas
atualizado
Compartilhar notícia

Após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei (foto em destaque), nesse sábado (28/2), o presidente, o chefe do judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães assumirão temporariamente o comando do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, ainda no sábado, a morte do líder supremo, que ficou quase 37 anos no poder, após ataque americano e israelense ao Irã.
De acordo com o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, a transição de liderança começa neste domingo (1º/3). Assumem temporariamente o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um dos juristas do Conselho dos Guardiões.
“Um conselho de liderança interino será formado em breve. O presidente, o chefe do judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães assumirão a responsabilidade até a eleição do próximo líder”, disse Larijani, chefe do principal órgão de segurança do Irã, o Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Larijani acusou os EUA e Israel de tentarem saquear e desmembrar o Irã, e destacou que “os bravos soldados e a grande nação do Irã darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais”.
Próximos passos
O Artigo 111 da Constituição iraniana afirma que, quando um líder supremo morre, cria-se um conselho de transição até que um novo seja eleito por um painel de líderes religiosos.
O conselho funcionará até que um painel de 88 membros, denominado Assembleia de Peritos, escolha um novo líder supremo.
Ataques dos EUA e Israel ao Irã
O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país, de acordo com a mídia local. As ofensivas começaram na madrugada de sábado.
Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças”, e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.
