Zelensky decreta recrutamento obrigatório de cidadãos para o exército

O decreto foi aprovado por unanimidade do Parlamento ucraniano. O presidente ainda apelou por apoio popular às tropas do país

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, decretou, nesta quinta-feira (24/2), convocação geral de todas as pessoas em idade de serviço militar para atuarem contra a invasão do território ucraniano pela Rússia.

A informação foi digulgada pelo parlamento ucranino, que aprovou, por unanimidade o Decreto do Presidente da Ucrânia de 23 de fevereiro de 2022 №63, “Sobre a imposição de um estado de emergência em certas regiões da Ucrânia”.

De acordo com o presidente do Legislativo na Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, o trabalho é para que a Ucrânia tenha uma “base legal sólida para defender sua independência e integridade territorial”.

Zelensky havia já decretado a lei marcial em todo o país e o rompimento das relações diplomáticas com a Rússia, após o início dos ataques. “Esta manhã ficou na história, mas esta história é absolutamente diferente para nosso país e para a Rússia. Rompemos as relações diplomáticas com a Rússia”, declarou.

Armas para a população

Além disso, em pronunciamento feito mais cedo, o presidente ucraniano convocou militares da reserva para o combate e se comprometeu a entregar armas para quem se dispusesse a lutar pela soberania do país. “Nossos militares precisam do apoio de nosso povo. Nosso exército é feito de pessoas poderosas e precisam do apoio de nosso povo. Os militares estão engajados em uma luta pesada, combatendo ataques no norte e no leste e no sul do país”..

“Para defender a nossa soberania, cada cidadão da Ucrânia deve decidir o futuro de nosso povo. Qualquer pessoa com experiência militar que puder ajudar na defesa da Ucrânia deve se reportar aos postos militares”, ordenou. “Vamos prover armas para todos que quiserem.”

“O inimigo sofreu pesadas perdas e sofrerá ainda mais. Eles vieram para nossa terra”, afirmou.

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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território

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Após a Ucrânia não ceder às exigências de Putin, que incluem a não entrada do país na Otan, a Rússia invadiu o território ucraniano

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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território

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