Ucrânia e separatistas trocam prisioneiros. Um deles é brasileiro

Na troca estão soldados, milicianos, mercenários, policiais e ativistas de alguns grupos. Alguns estavam presos desde o início do conflito

atualizado 29/12/2019 19:59

Divulgação

A retomada de diálogo entre os presidentes da Ucrânia, Vladimir Zelenski, e da Rússia, Vladimir Putin, resultou na troca de 200 prisioneiros de guerra neste domingo (29/12/2019), que envolveu separatistas pró-Rússia, em um ponto da linha de separação em Donbass, na primeira ação deste tipo desde 2017. São informações do portal R7.

Entre os prisioneiros, segundo o jornal russo “Novaya Gazeta”, está o cidadão brasileiro Rafael Lusvarghi, que em 2017 foi condenado a 13 anos de prisão por combater com o grupo de insurgentes separatistas.

Na troca estão soldados, milicianos, mercenários, policiais e ativistas de alguns grupos. Alguns estavam presos desde o início do conflito, em 2014, em que mais de 13 mil pessoas morreram.

“Me capturaram e torturaram para arrancar informação. Mas não por muito tempo”, disse Alexandr Danilchenko, um dos 25 prisioneiros ucranianos libertados pela autoproclamada República Popular de Lugansk.

Depois de dois anos de negociações infrutíferas, esse assunto foi desbloqueado durante a Cúpula de Paris, em que Zelenski e Putin se reuniram pela primeira vez, mais precisamente, no dia 9 de dezembro.

Testemunhas
Com a presença do presidente da França, Emmanuel Macron, e da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, foi acordada a troca de todos os prisioneiros antes do fim desse ano.

No entanto, a operação não eliminou os presos dos dois lados, já que há inúmeros combatentes e ativistas em poder do governo da Ucrânia e também dos separatistas, sem contar os tártaros da Crimeia, detidos pela Rússia após a anexação da península.

De acordo com a presidência ucraniana, a troca de hoje fez com que Kiev recebesse 76 dos presos, sendo 51 de Donetsk e 25 de Lugansk.

Cineasta
Em setembro, Zelenski já havia concordado com Putin pela liberação de 35 pessoas, inclusive, os 24 marinheiros detidos no Mar Negro pela Guarda Costeira da Rússia, além do cineasta Oleg Sentsov.

Neste domingo, os pró-russos receberam 124 pessoas, pois outras 34 pessoas incluídas na lista original se negaram a regressar ao território separatista.

No local da troca, estavam representantes da Cruz Vermelha e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). A troca anterior havia acontecido em dezembro de 2017 e incluiu mais de 300 pessoas, sendo considerada a maior operação desde o início da revolta armada em Donbass, que explodiu em abril de 2014.

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