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A cúpula entre o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o ditador norte-coreano Kim Jong-un está marcada para as 22h (horário de Brasília) desta segunda-feira (11/6). O objetivo do encontro é tratar a desnuclearização das armas da Coreia do Norte e diminuir as sanções sobre o país. O espaço aéreo do local onde os dois líderes se reúnem teve esquema de segurança reforçado, e a entrada por terra de pessoal não autorizado foi bloqueada.

O professor da Universidade Georgetown e autor do livro The Logic of American Nuclear Strategy (A Lógica da Estratégia Nuclear Americana), Matthew Kroenig, disse estar pessimista quanto ao resultado final do processo.

Ele apontou como barreira a falta de sinceridade do ditador: “Não acredito que Kim Jong-un seja sincero. Ele quer manter suas armas nucleares e ter alívio de sanções. Mesmo sendo sincero, chegar à desnuclearização será muito difícil e demandará um longo período de tempo, o que fornecerá aos dois lados incentivos para repensar suas posições e possivelmente abandoná-las”.

Conforme explicou Matthew Kroenig, para se obter a paz entre os países, “além do acordo de paz, os Estados Unidos têm de estar dispostos a oferecer garantias de segurança, benefícios econômicos e alívio de sanções. Algumas dessas coisas podem ser implementadas logo, mas outras virão mais tarde”.

Segundo o professor, “um acordo capaz de acabar com a Guerra da Coreia pode ser entregue logo. Algumas das outras coisas, como garantias de segurança, só podem vir depois de a Coreia do Norte abandonar totalmente as armas nucleares”.

Provas de negociação e eficiência
Autor do livro Arte da Negociação, Donald Trump dará ao mundo uma prova prática de sua eficiência sobre o tema, ao se encontrar com Kim Jong-un. Há 19 anos ele espera “negociar feito louco” com o líder norte-coreano.

O ex-chefe da CIA, hoje chanceler Pompeo, foi o encarregado da preparação de Trump para a cúpula, já considerada histórica.

É a oportunidade também para o norte-americano mostrar que é um estadista, após brigar até com aliados desde sua posse. O adversário, Kim Jong-un, tem o mesmo estilo solitário, pavio curto e dominador. Vitória, para ele, será o fim das sanções americanas. (Com informações das agências Estado e Brasil)