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Política

Trump ameaça atacar até 52 alvos caso Irã retalie americanos

Presidente dos Estados Unidos afirma que se os iranianos cumprirem promessa de "retaliação severa" ordenará série de bombardeios

04/01/2020 21:02, atualizado 05/01/2020 08:41
Isac Nóbrega/PR
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, neste sábado (04/01/2020), que seu governo tem 52 alvos, incluindo alguns de “alto nível e grande importância”, no Irã. Ele ameaçou atacá-los caso o Irã concretize sua promessa de “retaliação severa” após o ataque que resultou na morte do general iraniano Quassim Suleimani.

Pelo Twitter, Trump subiu o tom: “Que isso sirva como um alerta de que se o Irã atacar qualquer americano, ou qualquer ativo americano, miramos 53 alvos e eles serão atingidos muito rapidamente e com muita força. Os EUA não querem mais ameaças”, escreveu.

Trump também voltou a dizer que Soleimani era terrorista, afirmou que o Irã “não representou nada além de problemas por muitos anos” e alegou que o general morto se preparava para novos ataques a americanos.

“O Irã está ousadamente falando sobre mirar em alguns ativos dos EUA como vingança por termos livrado o mundo de seu líder terrorista que acabara de matar um americano e ferir outros seriamente, sem mencionar todas as pessoas que ele matou ao londo de sua vida, incluindo recentemente centenas de manifestantes iranianos”, disparou o presidente.

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Nessa sexta-feira (03/01/2020), em seu primeiro pronunciamento oficial, Trump havia dito que os EUA agiram para “parar uma guerra“. “Não agimos para começar uma guerra. Nos confortamos em saber que o reino do terror de Suleimani chegou ao fim.”

Suleimani foi morto na madrugada dessa quinta-feira (02/01/2020) – logo após o ataque, o Pentágono assumiu a autoria e o justificou dizendo que o general “tinha planos para atacar tropas e diplomatas norte-americanos”.

Neste sábado (04/01/2020), Forças Armadas do Iraque afirmaram que foguetes acertaram a área da embaixada americana na capital, Bagdá, bem como uma base aérea na cidade de Balad, onde ficam forças estadunidenses.