Quem era Quassim Suleimani, general morto em ataque dos EUA

Apontado como "cérebro" por trás da estratégia militar e geopolítica iraniana, Suleimani foi morto em ataque aéreo comandando pelos EUA

Reprodução/Instagram

atualizado 03/01/2020 17:59

Considerado um dos homens mais poderosos do Irã, o general Quassim Suleimani, morto em um ataque aéreo no Iraque, era major da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária. Segundo especialistas em política internacional, ele era apontado como “cérebro” por trás da estratégia militar e geopolítica iraniana.

O general era membro próximo do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que prometeu retaliação severa aos EUA por conta do ataque e da morte do aliado.

Quassim Suleimani  havia sobrevivido a diversas tentativas de assassinato nas últimas décadas e a morte dele terá um impacto ainda maior na tensão entre os Estados Unidos e o Irã, assim como em todo o Oriente Médio.

Estratégico e silencioso

Com baixa estatura e um comportamento tão silencioso quanto estratégico, o homem grisalho de 62 anos era responsável por várias operações clandestinas do Irã no exterior, que aumentavam de forma silenciosa o alcance militar iraniano em grandes conflitos como os que ocorrem na Síria e no Iraque.

Seu estilo de comandar o rendeu um status quase mítico entre inimigos e partidários o tinham como um ídolo. Autoridades reclamavam inclusive que o general teria mais influência diplomática que o próprio ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif.

A carreira dele começou nos primeiros dias após a revolução de 1979, que ajudou a moldar a república islâmica que a seguiu.

Membro de uma família pobre do sudeste montanhoso do Irã, Suleimani se incorporou ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, grupo que visava proteger a nova república e reforçar seus estritos objetivos ideológicos após a revolução de 1979.

A guerra sangrenta e brutal no Iraque foi essencial para moldar a personalidade de Suleimani. Empreendeu missões atrás das linhas inimigas e encontrou aliados entre a maioria xiita do Iraque, que posteriormente apoiaram o Irã contra a ditadura sunita de Saddam Hussein.

Para a mídia internacional, o general Suleimani era uma figura única e que será insubstituível para o regime militar.

EUA assumem ataque

Os Estados Unidos assumiram a autoria do ataque aéreo que matou o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Quassim Suleimani, na noite desta quinta-feira (02/01/2020), no aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou à reportagem que Suleimani estava com “planos para atacar tropas e diplomatas norte-americanos”. No entanto, o Pentágono se recusou a falar com mais detalhes sobre o ataque.

O ataque matou também Abu Mahdi al-Muhandis, comandante das Forças de Mobilização Popular (UMF), milícia iraquiana. (Com informações da Agência Estado)

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