“Irã nunca venceu uma guerra”, diz Trump após ameaça de vingança

Presidente norte-americano disse que Irã não admite, mas general Quassim Suleimani era “odiado e temido”

Isac Nóbrega/PR

atualizado 03/01/2020 17:40

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (03/01/2020), que o general iraniano Quassim Suleimani era “odiado e temido” no país asiático. Para o mandatário norte-americano, contudo, o Irã jamais vai admitir isso.

O comandante das Forças Quds — uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã — foi morto em bombardeiro no Aeroporto Internacional de Bagdá nessa quinta-feira (02/01/2019).

Trump disse que Suleimani matou ou feriu gravemente milhares de norte-americanos durante um longo período de tempo.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, o general foi responsável pela morte dessas pessoas “direta e indiretamente”. “Planejava matar muitos mais… mas, foi pego!”, escreveu Trump, em rede social, em uma sequência de dois tuítes.

O republicano, pré-candidato às eleições presidenciais deste ano, ressaltou que, na sua opinião, Suleimani deveria ter sido morto há muito tempo.

Qassem Soleimani havia sobrevivido a diversas tentativas de assassinato nas últimas décadas. O general era membro próximo do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

“Embora o Irã nunca seja capaz de admitir, Suleimani era odiado e temido no país. Eles não estão tão tristes quanto os líderes permitirão que o mundo exterior acredite. Ele [Suleimani] deveria ter sido retirado há muitos anos”, exclamou.

Esse é um dos primeiros pronunciamentos de Trump sobre a morte do general. Mais cedo, na rede social, ele escreveu que “o Irã nunca venceu uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação”.

Por outro lado, os iranianos prometeram “retaliação severa” aos Estados Unidos. O aiatolá Ali Khamenei, alertou que uma “retaliação severa está aguardando” Washington.

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