Netanyahu: “Não tem melhor parceria no mundo que Brasil e Israel”

Primeiro-ministro israelense destacou que as medidas tomadas na última década foram responsáveis pelo crescimento da economia do país

atualizado 02/04/2019 8:52

Alan Santos/PR

Enviado especial a Jerusalém (Israel) – Em um discurso repleto de elogios ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que, atualmente, não há melhor parceria no mundo do que a existente entre o Brasil e Israel. Na sua avaliação, os respectivos países somam uma série de características complementares – entre elas, a biodiversidade, o tamanho do território brasileiro e o desenvolvimento tecnológico de Israel. Além disso, destacou as origens parecidas das duas nações.

“Meu amigo Jair, eu falo do coração. Temos uma irmandade. Nossa civilização começou nesta cidade [Jerusalém], milhares de anos atrás. Dividimos o passado e tradições. Mas somos como uma árvore. Não tem parceria melhor no mundo do que a do Brasil e Israel”, disse o primeiro-ministro, no final de uma fala de aproximadamente 20 minutos.

Netanyahu frisou as reformas econômicas conduzidas no país nas últimas décadas. Conforme ressaltou, tais medidas foram responsáveis pelo crescimento do PIB per capita do país – que nos últimos anos superou o do Japão – e pelo desenvolvimento tecnológico observado no país.

“O mais importante foi mudar o ambiente de negócios, antes de mudar a tecnologia. Sei que meu amigo Jair Bolsonaro está fazendo exatamente o mesmo [no Brasil]”, disse. “O Brasil tem um baita potencial, nós queremos ser parceiros preferenciais. Não temos limitações do que podemos dividir com vocês”, salientou.

Veja fotos de Bolsonaro em Israel, de sua saída de Brasília, do hotel onde está hospedado e da Terra Santa:

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Economia
A relação comercial entre Brasil e Israel é pequena. O país do Oriente Médio é apenas o 65º maior importador de produtos brasileiros e, na visão de Bruno Huberman, pesquisador em economia e política israelense do Programa San Tiago Dantas, não há tanto espaço para ampliar as exportações para a Terra Santa.

Há um interesse grande de diversos setores em importar produtos israelenses. Sobretudo produtos considerados de alto valor agregado, como dessalinização de água e segurança, uso de drones e outras tecnologias que podem ser aplicadas em cidades

Bruno Huberman, pesquisador em economia e política israelense

Huberman destacou o interesse manifesto pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), e pelo governador do estado, Wilson Witzel (PSC), em ampliar a cooperação nesse sentido. O chefe do Executivo fluminense chegou a anunciar que iria a Israel com o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, para comprar drones com o objetivo de usá-los em operações policiais nas comunidades do Rio de Janeiro.

Flávio integra a comitiva que acompanha Jair Bolsonaro a Israel e deve ir com o pai às visitas em instalações militares e de segurança do país, o quarto visitado por Bolsonaro desde que assumiu a Presidência da República.

Veja imagens do presidente em outras missões internacionais:

 

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Chegada
O presidente brasileiro e a comitiva com mais de 50 pessoas desembarcaram em Jerusalém, capital política de Israel, por volta das 10h desse domingo (31/3) no horário local (4h em Brasília). Após lembrar-se das duas passagens pelo país, uma na qual foi batizado e a outra já em pré-campanha à Presidência da República, o chefe do Executivo destacou que a visita ao povo israelense tem por objetivo aumentar a cooperação entre os dois países. 

Além de ciência e tecnologia, foram assinados acordos nas áreas de segurança pública, defesa, serviços aéreos, cibersegurança e saúde. Na ocasião, Bolsonaro também anunciou a abertura de um escritório em Jerusalém para a promoção de comércio, investimento, tecnologia e inovação, como parte da embaixada em Israel.

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