1 de 1 Presidente da França, Emmanuel Macron
- Foto: Reprodução/Youtube
O presidente da França, Emmanuel Macron, manteve conversas por telefone, nesta segunda-feira (28/2), com os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin. Os países vivem conflito armado após tropas militares russas invadirem o território ucraniano e iniciarem uma série de bombardeios, que já duram nos últimos cinco dias.
Pelas redes sociais, Macron afirmou que as conversas com Zelensky “são constantes”. “Quero saudar seu senso de responsabilidade”, enfatizou. Segundo o mandatário da França, a pedido do presidente ucraniano, também telefonou para Putin.
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerra
Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
Agustavop/ Getty Images
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
Pawel.gaul/ Getty Images
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
Getty Images
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
Andre Borges/Esp. Metrópoles
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
Poca/Getty Images
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
Kutay Tanir/Getty Images
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
OTAN/Divulgação
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
AFP
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
Elena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
Will & Deni McIntyre/ Getty Images
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Em meio à troca de acusações, os Estados Unidos dizem que há uma ameaça "iminente" de Moscou a Kiev e enviaram mais de 8 mil soldados para a Europa Oriental
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Putin reconheceu oficialmente a independência de duas regiões da Ucrânia controladas por separatistas pró-Rússia. Poucas horas depois, anunciou o envio de soldados para Donetsk e Luhansk, com a suposta missão de pacificar a área
Alexei NikolskyTASS via Getty Images)
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Como resposta, a União Europeia e os Estados Unidos proibiram transações econômicas com bancos e entidades que financiam o aparato militar da Rússia. As medidas atingem políticos russos, bancos, o setor de defesa e de mercados de capitais
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O Ministério das Relações Exteriores russo informou que evacuou os últimos diplomatas em serviço no país vizinho. Para a chancelaria de Putin, os diplomatas russos correm risco de sofrer violência
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Sob risco de invasão, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, pediu mais armas aos países do Ocidente. Ele defendeu que essa seria uma forma de resistir contra a Rússia
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“Ao presidente Putin, reiterei a exigência da comunidade internacional de acabar com a ofensiva russa contra a Ucrânia e insisti na necessidade de implementar um cessar-fogo imediatamente”, disse.
Em publicação no Twitter, o francês narra ter solicitado ao governante russo que cesse os ataques contra civis e residências e para que preserve os serviços de infraestrutura ucranianos, incluindo a manutenção da segurança das estradas, que nos últimos dias têm sido a saída dos refugiados do território em guerra.
De acordo com a imprensa francesa, Putin e Macron conversaram por 90 minutos. Na ligação, o presidente russo não sinalizou positivamente para um cessar fogo e reiterou que a medida “só será possível se os interesses legítimos de segurança da Rússia forem incondicionalmente levados em consideração”.
O titular do Kremilin, contudo, teria se comprometido a considerar a possibilidade de interromper ações militares em áreas civis, segundo leitura de Macron.
A Ucrânia vive o quinto dia de bombardeio. Kiev, capital e coração do poder, e Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana, estão sob forte bombardeio.
Belarus também fez ataques à Ucrânia e cedeu a fronteira para a invasão russa. Apesar da investida, o governo bielorrusso garantiu que não terá ação militar durante a reunião.
“Podem se sentir completamente seguros”, declarou o ministro bielorrusso das Relações Exteriores, Vladimir Makei, ao receber as comitivas.
A delegação ucraniana se deslocou em dois helicópteros, conforme relatado pela agência russa Ria Novosti. Na manhã desta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Bielorrússia publicou uma foto da sala para as negociações, anunciando que o local estava preparado.
A delegação russa, chefiada por Vladimir Medinsky, assessor do presidente Vladimir Putin e ex-ministro da Cultura, chegou a Gomel, leste da Bielorrússia, no sábado (26/2).
No domingo (27/2), a tensão foi elevada ao extremo após Putin colocar “forças nucleares em alerta“. Horas depois, um assessor do ministro do Interior da Ucrânia disse que as negociações tinham começado, mesmo sob a ameaça.
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