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Política

Governo brasileiro reitera apoio a presidente da assembleia venezuelana

Novo parlamento do país toma posse nesta terça-feira (5/1), após pleito marcado por altos níveis de abstenção e boicote da oposição

05/01/2021 14:12, atualizado 05/01/2021 15:17
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Igo Estrela/Metrópoles
Governo brasileiro reitera apoio a presidente da assembleia venezuelana

No dia em que o novo parlamento da Venezuela, controlado por aliados do presidente Nicolás Maduro, toma posse, o chanceler Ernesto Araújo reforçou o apoio a Juan Guaidó – reconhecido pelo Brasil e outras 50 nações como presidente encarregado do país.

Em postagem no Twitter nesta terça-feira (5/1), Araújo sinalizou que o governo brasileiro não deverá reconhecer a nova Assembleia Nacional venezuelana que tomará posse.

Presidente da atual assembleia desde janeiro de 2016, Guaidó não se candidatou às eleições legislativas de dezembro de 2020, assim como a maioria da oposição, que boicotou o pleito, por considerá-lo dominado por fraude de Maduro. Agora, o Parlamento terá maioria chavista.

Em 26 de dezembro, o Parlamento, liderado por Guaidó, aprovou a prorrogação de seu mandato por um ano, a fim de forçar a renúncia de Maduro. A Suprema Corte, entretanto, declarou a prorrogação nula e sem efeito.

“A prorrogação dos atuais mandatos parlamentares tem amparo na Constituição venezuelana e, em decisão da Suprema Corte legítima, e justifica-se diante do desrespeito do regime Maduro às leis eleitorais, ao estado de direito, às liberdades fundamentais e à dignidade do seu povo”, escreveu Araújo.

O chanceler também disse esperar que, em breve, sejam realizadas eleições presidenciais e parlamentares livres e transparentes, para “colocar fim à usurpação de Maduro e seu conluio com o crime organizado”.

Maduro, no poder desde 2013, retomou o controle do Legislativo no mês passado.

Na segunda-feira (4/1), o governo dos Estados Unidos emitiu um comunicado reiterando o apoio ao líder da oposição Juan Guaidó como representante legítimo da Venezuela.

Em nota, a representação de Guaidó no Brasil afirmou que a Assembleia Nacional é “a única instituição garantidora da democracia venezuelana”.

O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a legitimidade da presidência a cargo de Guaidó, em fevereiro de 2019.