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Política

Chanceler de Cuba reage a discurso de Bolsonaro na ONU: "Ele delira"

Filho do presidente brasileiro, deputado federal Eduardo Bolsonaro ironizou: "Se está reclamando é porque foi bom. É o nosso comunistômetro"

24/09/2019 19:34, atualizado 24/09/2019 19:37
YAMIL LAGE/AFP
Chanceler de Cuba reage a discurso de Bolsonaro na ONU: “Ele delira”

Os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à “ditadura cubana”, em seu discurso na manhã desta terça-feira (24/09/2019), na abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), provocou reações do chanceler de Cuba, Bruno Rodriguéz, que foram corroboradas pelo presidente daquele país, Miguel Díaz-Canel. “Bolsonaro delira”, atacou o diplomata cubano.

Entre outros pontos, Bolsonaro afirmou,a sua fala, que a “ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional” e que “nos anos 60, agentes cubanos foram enviados a diversos países para colaborar com a implementação de ditaduras”. No Brasil, disse o presidente, “eles foram derrotados”.

No Twitter, Rodriguéz não foi menos contundente: “Rechaço energicamente as calúnias de Bolsonaro sobre a cooperação médica internacional. [Bolsonaro] Delira e tem saudade dos tempos da ditadura militar. Deveria lidar com a corrupção em seu sistema de Justiça, governo e família. É o líder do aumento da desigualdade no Brasil”.

Veja:

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O presidente Díaz-Canel não só retuitou a mensagem de seu chanceler, como também fez ele mesmo um ataque a Bolsonaro e ao presidente norte-americano, Donald Trump: “A ignorância dos presidentes dos EUA e do Brasil tira o brilho da política internacional com sua retórica. Eles zombam da vida no planeta, ignorando a seriedade da atual crise climática. Eles são portadores padrão do fascismo. A firmeza de Cuba permanecerá inabalável”.

Confira:

Comunistômetro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Bolsonaro e candidato a embaixador do Brasil nos EUA, contra-atacou, também pelo Twitter, em tom irônico: “Se o chanceler cubano está reclamando é porque foi bom. É o nosso comunistômetro”.

Leia: