Polícia prende funcionários da Disney e Universal por predação infantil
Operação nos EUA prendeu, no total, 281 pessoas na Flórida. Além dos funcionários, um delegado e um treinador de jovens foram detidos

Após uma operação policial secreta que durou sete dias no Condado de Polk, na Flórida (EUA), 281 pessoas acabaram presas acusadas de quase 500 representações criminais relacionadas a predação infantil online e tráfico humano. Entre os detidos, 17 são funcionários de parques temáticos da Walt Disney World e da Universal Studios, que também foram demitidos, incluindo sete acusados de abuso sexual infantil.
O xerife Grady Judd, afirmou, em coletiva de imprensa, que um homem que alegava ter trabalhado anteriormente como Mickey Mouse chegou carregando duas mochilas cheias de fraldas na delegacia. Ele disse aos detetives: “Eu gosto de ser pervertido e travesso, e podemos ser pervertidos e travessos juntos.”
Foram presos também um treinador principal do Davenport Titans (que treina crianças entre 11 e 14 anos), líderes de torcida infantis e um delegado do condado de Orange. Eric Raymond exercia função de policial escolar e negociava sexo em troca de dinheiro na instituição de ensino.

“Esses predadores estão por aí, online, tentando aliciar e abusar de nossas crianças. As coisas que eles dizem às crianças são vis, repugnantes e impróprias para qualquer pessoa. Esses predadores precisam ser presos. Por isso, é fundamental que os pais monitorem continuamente não apenas as atividades online de seus filhos, mas também saibam quem são os adultos em suas vidas. Manter as crianças seguras é nossa prioridade número um”, afirmou.
O procurador-geral James Uthmeier também se manifestou: “Predadores que têm como alvo crianças na Flórida serão caçados e processados com todo o rigor da Lei. Aqueles que vieram ao Condado de Polk esperando abusar sexualmente de uma criança encontraram algemas”, concluiu.
Números
A Operação Polk Around & Find Out II conduziu duas investigações secretas simultaneamente: a primeira teve como alvo adultos que tentavam viajar para encontrar menores para fins sexuais, resultando em 32 prisões; e a segunda teve como alvo redes de tráfico humano, resultando na prisão de mais 249 pessoas, incluindo 117 acusados de comprar sexo e 122 indivíduos acusados de prostituição, informou a Fox.
- As autoridades informaram que os detidos acumulavam um histórico de 798 acusações criminais anteriores, incluindo 358 crimes graves.
- Segundo os investigadores, apenas 40 dos 281 suspeitos residem em Polk, os demais são provenientes de outras partes da Flórida, de outros 20 estados americanos e de 18 países estrangeiros.
- As autoridades confirmaram que 32 pessoas detidas são imigrantes sem documentos de nove países, incluindo Cuba, Venezuela, México e Haiti. Destes, 16 foram detidos.
- Entre os presos, nove pessoas estavam em liberdade condicional por delitos como roubo a banco e crueldade contra crianças.
- Outros 22 suspeitos receberam, juntos, US$ 8.373 mensais em assistência social, totalizando US$ 100.476 anuais.
- Forem identificadas 11 vítimas de tráfico humano, às quais foram oferecidos serviços comunitários.
