Abuso sexual: Justiça dos EUA exige que filho de pastor se apresente
Marcus Grubert, marido da cantora gospel Heloísa Rosa, é acusado de violentar uma criança de seis anos. Entenda o caso!

A Justiça dos Estados Unidos convocou e exigiu que Marcus Grubert, filho do pastor Irineo Grubert, compareça a um tribunal na Flórida, na próxima terça-feira (16/7). O marido da cantora gospel Heloísa Rosa é acusado de abusar de uma criança de seis anos. O comunicado foi divulgado pela ONG Hope & Justice Foundation e publicado pelo portal LeoDias.
A decisão foi deferida depois da família da vítima pedir uma medida protetiva. Grubert chegou a ser preso em maio deste ano, após ter dois pedidos de habeas corpus negados pela pelo judiciário.

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Ver todasNo entanto, no dia 25 de junho, as medidas protetivas executadas anteriormente foram derrubadas por conta de um pedido da promotoria para arquivar o processo. O caso foi arquivado e Marcus posto em liberdade.
A prisão
A polícia dos Estados Unidos prendeu, no fim de maio, Marcus Grubert, marido da cantora gospel Heloísa Rosa. O homem é acusado de abusar sexualmente de uma criança. O fato ocorreu em abril do ano passado e Marcus estava sendo procurado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesÁudio de confissão
O marido da cantora gospel Heloisa Rosa, Marcus Grubert, acusado de abusar de uma criança, foi solto após ficar pouco mais de um mês preso. Após a situação, um áudio obtido pelo Fuxico Gospel revelou que o crime foi confessado por Marcus aos líderes da Igreja Alcance, em Orlando. O fato havia sido negado pela organização em maio.
A confissão, segundo o site, teria sido feita na presença da própria Heloisa, dos pastores Juliana e Paulo Subirá, que são líderes da igreja, e de uma senhora de nome Ilza, enviada da Igreja Alcance de Curitiba para ajudar a cantora gospel. O áudio em questão se trata de um diálogo entre a mãe da vítima e Juliana Subirá.
Em uma conversa exclusiva com a coluna Fábia Oliveira, a mãe da criança vítima, que terá sua identidade preservada, que explicou o motivo de nunca ter revelado que Grubert confessou o abuso.
“O fato é que as pessoas me questionam: ‘Se você tinha essa certeza de que os seus pastores na época sabiam, que ele confessou, por que você não veio a público?’. Porque eu já tinha conversado com eles e nós tínhamos a expectativa de que eles fossem até as autoridades e contassem a verdade do que havia acontecido, né? Nós tentamos que eles fizessem isso num primeiro momento, mas foi perdido o timing disso”, disse ela à coluna.
Ela continuou: “O detetive do caso falou pra mim que não podia mais ouvi-los porque eles tinham perdido esse tempo, acabou tendo mais tempo do que devia. Num segundo momento também levou mais tempo do que a gente imaginava, mas eles acabaram indo depois de 14 meses”.
A mãe da vítima ainda afirmou que, por estar em segredo de Justiça, não tem acesso a todas as informações do caso. No entanto, acreditou que a verdade tivesse sido dita as autoridades.
“Eu não tenho acesso ao que foi dito, porque segue em segredo de Justiça. Mas a gente tinha uma esperança, uma expectativa de que tenha sido dito a verdade em relação a tudo isso. Então, eu não achava que era correto fazer esse tipo de exposição. A gente acreditava que as coisas tinham que caminhar conforme a Justiça daqui diz que deve”, disparou.
Sobre a decisão que acabou com a liberdade de Marcus Grubert, a mãe da criança disse estar chocada com a nova realidade.
“Eu e meu esposo enquanto pais dessa criança, a gente está completamente chocado com essa nova realidade. A gente recebeu a notícia por uma ligação muito rápida, uma ligação muito fria do advogado de estado dizendo que recusaria o caso. Eu fiz alguns questionamentos por telefone. Eu já tinha dito a ele: ‘Por favor, escute os pastores porque eles têm algo a dizer’. Eu já tinha dito que eu queria ter certeza que ele tinha acesso a todas as provas, a todos os documentos”, contou ela.
“O advogado de estado trabalha em conjunto com a família, pra acusar ou pra fazer julgamento contra alguém que está sendo acusado. E ele nunca trabalhou em conjunto comigo. Ele nunca me chamou pra perto. Ele era o meu advogado e da minha filha, mas nunca nos deu a oportunidade de poder discutir alguma coisa junto, o que me causou uma estranheza muito grande”, complementou.
Ainda na entrevista à coluna, a mãe disse esperar por justiça. “Nós, como família, aguardamos justiça. Nós esperamos pela justiça”, pontuou.









